A cadeia do Jardim Guanabara será transformada em carceragem feminina depois que o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca entrar em funcionamento. A informação foi confirmada oficialmente ontem pelo delegado Valmir Granucci, diretor do Deinter 3 de Ribeirão Preto, em visita a Franca. Acompanhado dos delegados, Jaime Ribeiro, assistente do Deinter 3, e Ana Cristina Pirondi, responsável pelos assuntos carcerários do departamento, o diretor do Deinter 3 foi recebido pelo delegado seccional Marcelo Caleiro e seus assistentes Daniel Radaeli e Luiz Carlos de Almeida.
Após breve reunião no Centro da cidade, o grupo seguiu para a cadeia do Guanabara. "Hoje vim verificar o prédio da cadeia pública. Quando se verifica in loco, se tem uma idéia melhor do que no papel", disse Granucci. Ele confirmou que a transformação da unidade em carceragem feminina auxiliará a Seccional de Franca a enfrentar problemas de superlotação em sua área. Franca é sede de 23 cidades e só tem uma unidade prisional feminina. Batatais funciona acima de sua capacidade (veja quadro nesta página), o que obriga a transferência de presas para as cadeias de Altinópolis e Orlândia. Estas duas últimas não fazem parte da jurisdição da Seccional francana. "Franca precisa cuidar das mulheres de Franca", afirmou Granucci.
Para receber as detentas, o prédio instalado no Jardim Guanabara passará por reformas. Ainda não há informações sobre custos e prazos a este respeito. Uma ala masculina será mantida para abrigar presos provisórios, detidos em flagrante no período noturno e aos finais de semana e os presos por falta de pagamento de pensão alimentícia, já que nenhum deles é admitido no CDP. A estrutura final terá 150 vagas para mulheres e o restante - 66 - para homens. Isso significa um aumento superior a 700% no número de vagas. Isso permitirá reduzir o número de presas de Batatais à sua capacidade e desafogar Altinópolis e Orlândia. O delegado Granucci adiantou que prepara uma equipe administrativa profissional para dirigir a futura unidade prisional de Franca. Ele preferiu não adiantar nomes. A continuidade do delegado Eduardo Lopes Bonfim não está descartada.
Marcelo Caleiro, Seccional francano, apoia a novo mapa carcerário a ser implantado. E lembra de uma característica da cadeia de Batatais. "Mais de 90% das presas são de Franca", garantiu. Sobre a possibilidade de construção de uma penitenciária feminina na região, o diretor do Deinter 3 declarou que é um sonho sem prazo definido. "Pode levar anos".