O número de casos positivos de dengue continua avançando em toda a região. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, nas cidades de Franca, Orlândia, São Joaquim da Barra, Rifaina e Batatais, 288 pessoas contraíram a doença. Em todo o ano passado, foram contabilizados 22 casos na região. Apesar da situação ser preocupante, os municípios não a tratam como epidemia, mas estão trabalhando para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti que transmite a doença.
A situação mais crítica é a de São Joaquim que já contabiliza 176 casos. Este índice pode aumentar devido as 90 suspeitas que estão sendo analisadas. Para o responsável pelo controle de vetores no município, Valdecir Alves Costa, o grande volume de chuva, aliado à alta temperatura, contribuiu para o aumento de vítimas do mosquito no município. “No ano passado, tivemos apenas nove casos. Neste ano, somente em março, registramos cem casos positivos”.
Para combater o mosquito, foi montada uma equipe de 30 pessoas que percorre a cidade todos os dias para conscientizar os moradores. Outras três equipes fazem nebulização. A maior concentração da larva está nos bairros Jardim América, Paraíso, Canadá e Baixada. Mesmo com o fim do período chuvoso, o trabalho preventivo continuará em toda a cidade.
Em Orlândia, o trabalho foi intensificado principalmente nos bairros Jardim Siena, Santa Rita e Boa Vista. “Estamos fazendo o bloqueio de casa em casa. Apesar da população ter colaborado, ainda registramos 92 casos”, disse o diretor de controle de vetores, Antônio Darci Maldonado.
FRANCA
No ano passado, Franca registrou quatro casos. Neste ano já são 11. O último foi confirmado em março. Somente em abril foram registradas 31 suspeitas que ainda aguardam resultado. “O resultado do exame (que é feito a partir da coleta de sangue da pessoa com suspeita de estar infectada) pode demorar até um mês. A prioridade é dos municípios que estão com um número muito alto de dengue como é o caso de Ribeirão Preto. Mas não ficamos esperando o resultado para começar a trabalhar. Estamos com várias ações. Além de percorrer as casas, ministramos palestras informativas em escolas”, disse o o chefe de Vigilâncias, Fernando Baldochi.