O mistério em torno da morte da vendedora Kelly Mehl, que trabalhava em uma ótica da Avenida Doutor Abrahão Brickmann, no Jardim Portinari, intriga a polícia desde a madrugada do dia 14 de março, data em que comemorava 24 anos.
Na noite do dia anterior, ela e a colega de trabalho, Ana Carolina Paulino, 20, se divertiram em vários locais. Na madrugada de domingo decidiram dormir juntas no apartamento de Kelly, no Jardim Lima. Segundo Ana Carolina, ela adormeceu enquanto Kelly fumava um último cigarro. O irmão da vítima, que estava no quarto ao lado, disse que por volta das 3h40 foi até a sacada e avistou a cabeça da irmã em posição "estranha". Em desespero, correu até o quarto. Ana Carolina diz ter sido acordada neste momento pelos gritos do rapaz e sua namorada, não tendo visto nem ouvido nada de estranho. Sem vida, Kelly foi encontrada pelo irmão. A Unidade de Resgate foi acionada e os bombeiros atestaram seu óbito.
O delegado João Walter Tostes Garcia esteve no local junto com um perito e registrou o caso como suicídio. O corpo de Kelly foi encaminhado para necropsia e o legista alertou o delegado Clóvis Rodrigues da Costa, que assumiu no lugar de Tostes no início da manhã, sobre algo que poderia não atestar suicídio. Costa acionou o perito de plantão, ouviu as testemunhas novamente e indiciou Ana Carolina. Ela foi presa em flagrante por homicídio e levada à cadeia de Batatais. Posteriormente, foi liberada após a Justiça aceitar o pedido de relaxamento de prisão.