Mais uma vez, os francanos deram provas do quanto são solidários. Durante a 6ª edição do Dia D contra o Câncer, já nas primeiras horas da campanha, que foi realizada das 6 às 18 horas, os resultados podiam ser comemorados. O Posto Galo Branco vende, em média, 15 mil litros de combustíveis por dia. Em seis horas, o Dia D havia vendido o mesmo volume. No balanço final, foram 32.123 litros. Todo lucro obtido com a venda de álcool, gasolina e diesel será revertido para o Hospital do Câncer de Franca, além da renda com a venda de camisetas, CDs, sapatilhas da Copa, o galo mascote do Galo Branco e camisetas autografadas por famosos. Neste ano, o Dia D doará R$ 92.384,66 ao hospital. A expectativa era conseguir R$ 100 mil.
As 6.470 camisetas vendidas custaram R$ 12 cada e ainda podem ser compradas pelo 3711-4146. Nas cores azul e amarela, têm estampado o número 6 na frente em referência à 6ª edição do Dia D. Duas camisetas autografadas pelo jogador Cafu foram vendidas por R$ 200 cada e a com a assinatura dos cantores Gian e Giovani, por R$ 50. Em 2009, a campanha doou R$ 60 mil ao HC. “Devemos muito à sociedade de Franca que tem colaborado bastante com o hospital. Talvez pela gravidade das doenças que nós atendemos porque o câncer atinge vários órgãos e mexe com toda família. Quando tem um familiar, um colega ou um amigo, toda família se mobiliza. E infelizmente o índice aumentou muito. Temos 90 casos novos por mês”, disse Onofre Trajano, presidente do Conselho de Administração da Santa Casa. O HC atende, em média 1,4 mil pacientes e realiza três mil atendimentos todo mês.
Os recursos doados pelo posto Galo Branco, que contou com o apoio do Grupo GCN de Comunicação, serão investidos na construção de apartamentos da ala de internação do hospital. O projeto está orçado em R$ 1,8 milhão e ajudará a desafogar a ocupação dos leitos da Santa Casa, onde os pacientes oncológicos ficam internados.
Como faz todos os anos, Kemili Cristina Domenes, 24, esteve no posto no domingo para contribuir com a campanha. Gastou R$ 76. Abasteceu o fusca da família e comprou camisetas para ela, o marido Dirceu Martins, 42, e o filho Pedro Henrique, 4. Todos chegaram vestindo a camiseta da edição do Dia D passada. Renovaram o visual assim que compraram as novas camisetas. “A gente nunca sabe se um dia vai precisar. Já que hoje a gente pode ajudar, não custa dar uma mãozinha. Saímos de casa sem gasolina para poder abastecer aqui. Corremos risco de ficar parado no meio da rua, mas valeu a pena”, disse Kemili, que mora no Residencial Palermo, próximo à saída para Ribeirão Corrente.
A pequena Bárbara Rodrigues Batista, de 13 anos, encontrou outra forma de ajudar. Além de comprar a camiseta azul, ajudou a vender os produtos da campanha. A decisão foi tomada de repente. A garota foi com a mãe e a irmã de 18 anos para comprar as camisetas e, quando viu a empolgação dos voluntários, quis fazer parte do time. Pediu para a mãe e ficou no posto ajudando durante boa parte do domingo. “É muito bom este gesto de solidariedade. Vendo os outros trabalharem para ajudar o Hospital do Câncer tive vontade de fazer igual. Até perdi a conta de quantas camisetas vendi. Adorei”.
Fernanda Barbosa, sócia-proprietária do Galo Branco, ficou satisfeita com a mobilização pelo Dia D e agradeceu a contribuição da comunidade. “Graças a Deus a cada ano que passa as pessoas estão mais conscientes e ativas”.