É necessário mostrar a todos os que nos cercam que Jesus está vivo! Não basta falar, mas mostrar por nosso perdão, pela atenção a disponibilidade para com os necessitados que acreditamos que ele está presente em nossos irmãos.
O segundo domingo da Páscoa é chamado o ‘Domingo da Misericórdia Divina’ e o Papa João Paulo II possuía uma especial devoção à misericórdia divina. Na última 6ª feira Santa, dia 2, celebramos o 5º aniversário da morte de João Paulo II, era sábado, em 2005, véspera do domingo da Divina Misericórdia! Que coincidência, ou melhor, que bondade de Deus. A 1ª leitura é um trecho do cap 5 dos Atos dos Apóstolos.
Ao ler esta descrição tão maravilhosa da vida das primeiras comunidades cristãs, devemos tomar cuidado para não pensar que foi sempre assim. Quis o autor dar uma síntese geral da alegria daqueles cristãos. Mas como em todo grupo humano, havia discórdias, ciúmes e maledicência. Para testar a altura de nosso “termômetro” espiritual, perguntemo-nos: Compartilhamos os nossos bens com os necessitados? Ou será que pensamos exclusivamente em nós mesmos, em nossa família, em nossos interesses?
É necessário mostrar a todos os que nos cercam que Jesus está vivo! Não basta falar, mas mostrar por nosso perdão, pela atenção a disponibilidade para com os necessitados que acreditamos que ele está presente em nossos irmãos.
Na 2ª leitura, São João no Apocalipse, capítulo 1, nos anuncia: Cristo está vivo para sempre. O livro do Apocalipse foi escrito em tempo de perseguição aos cristãos, com a finalidade de animar as comunidades, sete Igrejas nascentes (7 candelabros), temerosas diante das prisões dos irmãos, tortura e até morte. Para que se livrassem daqueles tormentos, as autoridades lhes propunham que adorassem publicamente a estátua do imperador.
Diante disso, o autor escreve: Não tenhais medo!... o Filho do homem (Jesus ressuscitado) é aquele que vive para sempre... Tem a chave da morte e da região dos mortos.
Nossas atitudes, hoje, mostram que acreditamos no Senhor da Vida? Em nossa celebração da Missa é a Palavra de Deus que é o centro de nossas atenções? Ou são outras pessoas, outras palavras? A quem prestamos culto? A Deus ou ao dinheiro (consumismo sem limites)?
O evangelista João relata a grande alegria dos discípulos que recebem a visita do Ressuscitado, oito dias depois, para despertar a fé em Tomé.
Quando Jesus falou aos apóstolos: Felizes os que creram sem ter visto dirigia-se a nós. Como os primeiros cristãos - perseguidos então pelos romanos e pelos judeus -, nós também não vimos Jesus Ressuscitado com nossos olhos. Acreditamos pela fé que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.
O que isso quer dizer? Significa que aceitamos Jesus como Messias que veio nos trazer a paz, não pela violência, mas pelo amor. Cremos também que ele é o Filho de Deus e, como tal, com total autoridade nos revela que Deus é amor.
Não nos condena, mas nos acolhe com imensa misericórdia, convidando-nos incansavelmente à prática do perdão, da compreensão e da acolhida. Como uma mãe que está sempre disposta a perdoar a seu filho que erra e só quer o seu bem, Deus nos dá continuamente sua graça para que nos convertamos e tenhamos a vida em seu nome. A Tomé, que duvidava de sua ressurreição, não deixa de o atender, dar atenção, perdoá-lo e acolhê-lo.
É essa a espiritualidade deste domingo, chamado de a Divina Misericórdia.
ECOS DA SEMANA SANTA
Pela graça e misericórdia de Deus a Semana Santa 2010 marcou profundamente a vida dos que participaram, com fé, das diversas celebrações. A Catedral sempre esteve repleta de fiéis e as equipes ofereceram o melhor de si. “Jesus Ressuscitou Aleluia!”
PÁSCOA DOS IDOSOS E ENFERMOS
Na próxima sexta-feira, dia 16, às 17h, durante a Missa, celebraremos a Páscoa para os idosos e doentes. Nesta celebração todos que quiserem (doentes e idosos) serão ungidos com o óleo dos enfermos abençoado, pelo bispo, na última quinta-feira santa.
O PAPA DA MISERICÓRDIA DIVINA
Transcorridos cinco anos da morte do Papa João Paulo II, os católicos aguardam com carinho, a data da celebração em que Bento XVI, vai declará-lo “Beato”, último passo antes da Canonização. Desde a sua morte, o Vaticano reestrutura, a visitação dos fiéis à cripta onde se encontram os túmulos dos papas. Na história nunca houve um velório e sepultamento com tantos milhões de pessoas e por dia visitam o túmulo cerca de 12 mil pessoas. Sua tumba se transformou em parada obrigatória para todos os que visitam a cidade eterna.
PENSAMENTO
“Este é o dia que o Senhor fez: seja para nós dia de alegria e de felicidade”. (Sl 117)
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br