Os tênis e acessórios falsificados para bolsas e roupas fabricados em Franca eram levados para São Paulo. Segundo a polícia, são revendidos para comerciantes da Rua 25 de Março e do Brás, tradicionais pontos de comércio popular. Os comerciantes detidos disseram aos investigadores que vendem os tênis por R$ 40. O preço para o consumidor oscila de R$ 70 a R$ 100. A DIG apurou que até mesmo comerciantes chineses fazem negócios com os empresários locais. Há casos de francanos terem comprado, na Rua 25 de Março, calçados e roupas que haviam sido feitos em Franca.
Principal pólo produtor de calçados masculinos, Franca é apontada pelo Departamento de Investigações Criminais como o maior núcleo de fabricação de produtos piratas ao lado de Nova Serrana (MG). A polícia já tem identificadas outras fábricas e prepara nova operação para tentar combater a falsificação de produtos na cidade.
No ano passado, duas apreensões em menor escala foram feitas em Franca, mas as empresas donas das patentes não quiseram se manifestar e os inquéritos foram arquivados. Agora, a Nike resolveu representar contra os falsificadores e a DIG teve condições de abrir inquérito para apurar responsabilidades.
Os tênis apreendidos em Franca, ontem, são muito parecidos com os da famosa multinacional do setor esportivo. "A diferença é a qualidade. Os calçados falsificados são feitos em pequenas fábricas sem obedecer especificações técnicas. Com certeza, trazem prejuízos para os usuários", finalizou Márcio Murari.