09 de julho de 2026

Bombeiro salva vida de bebê por telefone


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ALEGRIA EM CASA - A pequena Evelyn dorme tranquila nos braços da operadora de caixa Cely Machado depois do susto pelo qual a família passou

O soldado Paulo César, da unidade do Corpo de Bombeiros de Franca, transformou-se em herói para a família da recém nascida Evelyn Machado, moradora no Jardim Guanabara. Através do telefone 193, ele ajudou a salvar a vida do bebê de apenas 15 dias ontem. Segundo a mãe, a operadora de caixa Cely Machado, 21, a criança engasgou com leite, estava roxa e não respirava por volta das 10h30 de terça-feira.


Cely estava em casa quando percebeu que a filha havia engasgado. "Ela tinha mamado três horas antes e quando fui trocar sua roupa, notei que ela engasgou, começou a respirar com dificuldades e ficou roxa", contou a mãe. Sua primeira reação foi ligar para o marido, cabo PM Toledo Machado, que estava de folga. Ele a orientou a pedir ajuda no Corpo de Bombeiros até a sua chegada. A mulher ligou e do outro lado da linha foi atendida pelo soldado Paulo César.


Durante os tensos minutos em que permaneceram em contato, o soldado e a mãe trocaram informações valiosas para salvar a vida da criança. O procedimento usado foi a chamada "manobra de Heimlich", que consiste em colocar o bebê com a cabeça inclinada para baixo, sobre a palma da mão esquerda e dar palmadas leves nas costas. Isso desobstrui as narinas, até que o bebê possa chorar, indicando que ele voltou a respirar. "Eu falava que não estava resolvendo e ele me pedia para ficar calma, que tudo daria certo", disse Cely.


Mesmo aflita, a mãe seguiu as instruções em todos os seus detalhes. Foi quando o marido chegou e passou a auxiliar no socorro. Depois de algumas novas tentativas, o bebê começou a chorar e respirar. A Unidade do Resgate, que já estava a caminho do local dos fatos com os soldados Menezes e Wilson, sob comando do cabo Calestine, chegou na casa da família. "Eles (bombeiros) levaram a minha filha para o interior da UR, aspiraram as narinas para deixá-las limpas e seguimos para o hospital, onde foram realizados vários exames que constataram que a menina não sofreu nenhuma lesão", ressaltou o pai.


A ocorrência só veio a público ontem quando o avô da criança, o bombeiro aposentado Robesson Machado, 56, resolveu torná-la pública. "Se não fosse o soldado profissional que é (referindo-se a Paulo César) esta criança poderia vir a óbito. O tempo em ocasiões assim é muito pequeno", disse Machado.


O soldado Paulo César saiu do serviço às 7 horas da manhã de ontem e não foi localizado para comentar a ocorrência. "Não vai faltar oportunidade para agradecê-lo pessoalmente pelo que fez", disse Cely. Já o marido deve enviar hoje ao comando do Bombeiros uma carta de elogio ao soldado que ajudou a salvar sua filha através do telefone e aos integrantes da UR pela rapidez e presteza no atendimento.