09 de julho de 2026

Morre adolescente agredida pelo companheiro


| Tempo de leitura: 2 min

Exatos 71 dias depois de ser internada na Santa Casa de Franca com traumatismo craniano, faleceu às 6 horas de ontem, a adolescente Sônia Cristina Chaves, 17. Ela residia em Jeriquara e foi agredida no dia 24 de janeiro em casa, segundo a polícia, pelo companheiro, o frentista WMO, 21. O rapaz está foragido desde que sua prisão temporária foi decretada. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio.


Grávida, segundo a assessoria de imprensa do hospital desde dezembro, a jovem perdeu o bebê na quinta-feira, dia 1º. O atestado de óbito, assinado pelo médico José Carlos Inácio, traz como causa mortis traumatismo craniano após forte pancada na cabeça e agressão física.


A adolescente morava em Cristais Paulista quando conheceu o frentista. Depois de um breve namoro, resolveu morar com o mesmo em Jeriquara. A vida de casado teve início em novembro do ano passado. Na noite do dia 24 de janeiro a jovem foi atendida em um hospital de Pedregulho e após diagnóstico de trauma craniano, foi transferida na madrugada do dia seguinte para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Franca. Na ocasião, o marido disse à polícia que os dois discutiram e, depois de ser agredido, ele deu um soco no rosto da adolescente. ainda segundo sua versão, ela caiu e bateu a cabeça na parede.


O delegado Jucélio de Paula Rego, no dia dos fatos, entendeu que era mais uma briga de marido e mulher, indiciou o frentista com base na lei "Maria da Penha" e o liberou. No entanto, três dias depois, após ouvir o depoimento de testemunhas e familiares, mudou o registro da ocorrência de lesão corporal para tentativa de homicídio. Na edição do dia 19 de janeiro, a mãe de Sônia, ERC, 41, reafirmou que sua filha foi agredida violentamente. "Ele bateu muito nela. O rosto ficou desfigurado", afirmou em entrevista. O delegado conseguiu na Justiça mandado de prisão temporária contra o acusado, mas WMO não mais foi encontrado.


No início de fevereiro, a jovem saiu do coma, deixou o CTI e foi para um quarto no hospital francano. Na ocasião, exames revelaram que ela estava grávida desde dezembro. Na ocasião os médicos declararam que o estado de saúde da jovem era estável e a gestação normal. Na última semana, no entanto, houve reversão no quadro clínico. Sônia perdeu o filho na sexta-feira e, ontem, por não resistir ao trauma, morreu.


O delegado Manir Martos Salomão, que responde interinamente pela Delegacia de Polícia de Jeriquara, depois de ser comunicado da morte, solicitou apoio da Polícia Militar e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca para localizar o suspeito.