08 de julho de 2026

Delegada da DDM ouve testemunhos de rapazes


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Dois rapazes de 22 e 29 anos foram ouvidos pela delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio na tarde de ontem, dia 1, na investigação sobre o caso em que padre José Afonso Dé, 74, é suspeito de pedofilia. Eles contaram sobre o tempo em que participavam das atividades da igreja São Vicente de Paulo, no Jardim Tropical, enquanto tinham a vocação avaliada por padre Dé. Ao todo, 12 pessoas já prestaram depoimentos.

O mais velho, de 29 anos, disse que conheceu padre Dé aos 19 anos, acompanhou as reuniões que fazia em sua chácara no Portinari e afirmou que naquela época - em 2000 - aconteciam abusos por parte do religioso. O mais novo, de 22 anos, disse ter convivido com o padre por mais de 10 anos e participado dos encontros vocacionais na chácara, mas nega ter sofrido ou visto qualquer tipo de abuso sexual por parte do religioso.

A delegada se prepara agora para ouvir na semana que vem o bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini e mais três padres citados pelos meninos como conhecedores da denúncia. Os depoimentos foram adiados a pedido dos religiosos devido às celebrações da Semana Santa. As novas datas ainda não foram definidas.

HISTÓRICO
No início de março, a DDM recebeu uma denúncia de pedofilia envolvendo padre Dé. No dia 24, a delegada Graciela Ambrosio começou a ouvir os meninos que teriam sido vítimas de pedofilia. Segundo quatro jovens com idades entre 13 e 16 anos, padre Dé teria passado a mão em suas pernas e órgão genitais durante reuniões realizadas em sua casa. Entre os meses de janeiro e fevereiro, sempre às quintas-feiras após a missa das 15 horas, eles eram convidados para um café da tarde na residência do religioso, no Jardim Tropical, onde relatam que aconteciam os abusos.