08 de julho de 2026

Fora do páreo


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Belão está fora da briga por uma cadeira na Câmara Federal em 2008. O prefeito de Restinga havia pensado em renunciar, mas desistiu após ouvir familiares e amigos: ‘Fui eleito para quatro anos e tenho de cumprir o mandato’, afirma.

 

Surpresa das eleições de 2006 quando recebeu 26 mil votos em Franca – foram 36,5 mil no total – para deputado federal, o prefeito de Restinga, ClarindoFerracioli (PSC), está fora da briga por uma cadeira na Câmara Federal neste ano. Belão cogitou a possibilidade de renunciar à Prefeitura para se candidatar e manteve o suspense até o dia 3, limite de prazo previsto pela Justiça Eleitoral para ocupantes de cargo no Executivo se afastarem. A decisão foi tomada após ouvir conselhos de familiares e amigos.


Turrão e de personalidade forte, o prefeito acabou concordando que não era negócio trocar o certo pelo duvidoso. “Fui eleito para quatro anos e tenho de cumprir o mandato. É preciso dar andamento a alguns projetos importantes”. Belão pretende construir um conjunto habitacional com 165 moradias populares na cidade e sonha em duplicar a rodovia Nestor Ferreira, principal via de acesso a Franca. Nas eleições passadas, ele foi mais votado em Franca do que o ex-prefeito Gilmar Dominici, o que provocou a revolta do petista na oportunidade.


Belão disse que os problemas que enfrenta na Justiça não pesaram na decisão de permanecer à frente da Prefeitura de Restinga e desistir da próxima campanha eleitoral. Acusado pelo Ministério Público de fazer contratações irregulares e de fraudar notas fiscais, foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa e recorreu.

 

Ele também fica
O vice-prefeito Ary Pedro Balieiro (PTB) também não vai disputar as eleições para deputado. Aos 78 anos de idade e 33 de vida pública, ele entende que não dá mais para enfrentar uma campanha eleitoral e que é hora de abrir espaço para novas lideranças. Deverá pendurar o paletó no dia 31 de dezembro de 2012 e encerrar a carreira política de mais de três décadas.


Barrigada
A repercussão negativa causada pelo aumento dos próprios salários parece ter desorientado a Câmara Municipal. O item quatro da Ordem do Dia da sessão de hoje prevê a segunda votação e discussão do projeto de autoria do vereador Jépy Pereira (PSDB) que proíbe a realização de propaganda política em muros de imóveis particulares. A proposta foi aprovada no dia 23 de março e, como trata-se de simples alteração de código, não comporta dois turnos de votação. Aliás, a própria Câmara protocolou, ontem, o referido projeto na Prefeitura, conforme o Gabinete confirmou à coluna. Se já está no Executivo para ser sancionado ou vetado pelo prefeito, como ainda pode ser votado hoje pelo Legislativo?


Intimidação
Quinta-feira, 9h30. Os vereadores Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), Paulo Afonso Ribeiro (PT) e Jépy Pereira (PSDB) se reuniram no gabinete do presidente e trancaram a porta. Discutiram uma maneira de tentar calar a Rádio Difusora e o Comércio da Franca. Chegaram a cogitar a possibilidade de solicitar judicialmente gravações do jornalismo da emissora. Não gostaram de ser criticados por aumentar os próprios salários, por querer férias em julho e por não apurar acessos indevidos a sites por meio dos computadores dos gabinetes do parlamentares. Na direção do GCN Comunicação, que edita o Comércio, nenhuma preocupação. “O direito de reunião é livre no país. Inconstitucional mesmo só a censura”, disse Corrêa Neves Jr, diretor-responsável do Comércio.


Exoneração
A assessora parlamentar da vereadora Graciela Ambrósio (PP) pediu demissão no dia 31 de março. Colegas dizem que a exoneração foi sugerida pela delegada após ela descobrir que a funcionária, com quem estava descontente, teria usado o computador do gabinete para assistir novela pela Internet. Outros dois vereadores que também caíram no filtro estão fingindo que não é com eles. Embora o assunto seja de conhecimento interno, a presidência da Câmara afirma que não há relatório dos acessos e que cortou a Internet dos políticos por precaução. Então, tá.


Reclamão
Na terça-feira, um dia antes de deixar o governo paulista, José Serra recebeu prefeitos para assinatura de convênios entre o Estado e municípios. Serra agradeceu a presença de todos em nome de Sidnei Rocha, seu amigo desde o governo Montoro na década de 80. Durante o discurso, José Serra disse que Sidnei Rocha é muito reclamão e que cobrava o governador quase todos os dias. E o choro do prefeito parece ter dado resultado. No mesmo dia, Serra liberou mais R$ 5 milhões à Prefeitura para obras canalização de córregos e recapeamento. O tucano Sidnei Rocha baterá asas para Brasília, sábado, para acompanhar o lançamento da candidatura de José Serra à presidência da República.

 

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br