21 de abril de 2026

Notas de Falecimento e Missas


| Tempo de leitura: 7 min

 

 

CATÓLICA

Nossa Senhora da Penha
 
Lá pelo ano de 1434, N. Senhora apareceu em sonhos a um monge chamado Simão Vela. Cercada de luz, ela lhe acenava para que fosse até ela na montanha. Nessa procura, o monge vagou por cinco anos, até que finalmente encontrou na encosta da montanha Penha de França, no norte da Espanha, a imagem vista em sonho. Construiu ali uma ermida, onde mais tarde surgiu o santuário de N. Senhora da Penha. É invocada com a seguinte oração:
Virgem Santíssima, Nossa Senhora da Penha, sois a Consoladora dos aflitos. Infundi em nossos corações o conforto e o alívio. Sois a nossa esperança. Em vós depositamos nossa confiança e esperamos da vossa bondade o lenitivo para as dores que nos acabrunham. Assisti-nos nas agruras desta vida, para que façamos delas semente para um mundo mais fraterno e mais humano. Enxugai-nos o pranto, para que percebamos nesses desafios a sabedoria da vontade divina, e possamos merecer as vossas bênçãos e as de Jesus, vosso divino Filho. Amém.
 
S. Hugo de Grenoble
“Hugo” quer dizer “pensamento”, “razão”
 
Natural de Castelo Novo, França, Hugo estudou em Valência e em Reims, tendo por mestre S. Bruno. Aos 27 anos, foi nomeado bispo de Grenoble por Gregório VIII. Moveu intensa campanha de restauração da disciplina eclesiástica, combatendo a simonia, os escândalos e a corrupção de clero e leigos que usavam os bens da Igreja em proveito próprio. Acolheu em sua diocese a S. Bruno e companheiros e lhes ofereceu uma região desértica para que construíssem a Grande Cartuxa. Exerceu enorme influência política e religiosa na época, tornando-se árbitro e mediador da paz entre as famílias em conflitos. Em 1112, participou do Concílio de Viena, no qual Henrique V foi condenado pelos maus-tratos infligidos ao papa Pascoal II. Condenou veementemente, na mesma ocasião, o antipapa Pedro de Lião, colocando-se ao lado do legítimo pontífice Inocêncio II. Por 52 anos, conduziu o povo de Deus de Grenoble.
 
Oração
De Jesus orante
 
Deus, nosso Pai, vosso Filho Jesus rezou por nós, rogando-vos que todos fôssemos um, como vós sois um no vosso mistério de amor (cf. Jo 17,20-23). Quantas vezes andamos vergados sob o peso das divisões que nos atrasam, padecemos a dor daquilo que nos fragmenta e nos separa, resistimos ao entendimento de que sozinhos nada somos e nada fazemos.  Por isso, Senhor, nós vos pedimos: derrubai os muros que nos separam, fortalecei os laços que nos unem, reuni as gotas e nos fazei mar. Unidos na mesma fé e no mesmo sentimento de amor à vida, transpareça hoje em nós, que cremos em vós, o vosso rosto de ternura e compaixão. Assim o vosso nome seja conhecido como o Pai dadivoso que, em Jesus, nos ama desde a fundação do mundo.
 
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.
 
 

ESPÍRITA
 
A RETRIBUIÇÃO
‘Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos, que receberemos?’ - (MATEUS. 19:27).
 
A pergunta do apóstolo exprime a atitude de muitos corações nos templos religiosos. Consagra-se o homem a determinado círculo de fé e clama, de imediato: - ‘Que receberei?’ A resposta, porém, se derrama silenciosa, através da própria vida. Que recebe o grão maduro após a colheita? O triturador que o ajuda a purificar-se.
Que prêmio se reserva à farinha alva e nobre? O fermento que a transforma para a utilidade geral. Que privilégio caracteriza o pão, depois do forno? A graça de servir. Não se formam cristãos para adornos vivos do mundo e sim para a ação regeneradora e santificante da existência. Outrora, os servidores da realeza humana recebiam o espólio dos vencidos e, com eles, se rodeavam de gratificações de natureza física, com as quais abreviavam a própria morte. Em Cristo, contudo, o quadro é diverso. Vencemos, em companhia dele, para nos fazermos irmãos de quantos nos partilham a experiência, guardando a obrigação de ampará-los e ser-lhes úteis. Simão Pedro, que desejou saber qual lhe seria a recompensa pela adesão à Boa Nova, viu, de perto, a necessidade da renúncia. Quanto mais se lhe acendrou a fé, maiores testemunhos de amor à Humanidade lhe foram requeridos. Quanto mais conhecimento adquiriu, a mais ampla caridade foi constrangida, até o sacrifício extremo.Se deixaste, pois, por devoção a Jesus, os laços que te prendiam às zonas inferiores da vida, recorda que, por felicidade tua, recebeste do Céu a honra de ajudar, a prerrogativa de entender e a glória de servir.