10 de julho de 2026

Polícia Civil espera ouvir seis padres esta semana


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INTIMADO - Padre Idair Perina, da igreja São Vicente de Paulo, deverá ser ouvido esta semana

Seis padres devem prestar depoimento à polícia esta semana no inquérito que apura acusações de estupro que pesam contra José Afonso Dé - o padre Dé. Eles foram intimados porque foram citados nos depoimentos já colhidos pela delegada Graciela David Ambrósio de garotos com idades entre 13 e 16 anos que acusam o religioso de abuso sexual. Segundo os garotos, o grupo de padres ouviu deles relatos sobre possíveis abusos cometidos pelo vigário.


Foram intimados pela delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio os padres Mauro Sérgio Marçal, vigário da Paróquia São Vicente de Paulo; Ovídio José Alves de Andrade, pároco da Igreja de São Sebastião; Dalmácio Garcia de Freitas, vigário da Paróquia de Santo Antônio; Adilson Aparecido Fortunato, vice-reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Patrocínio e vigário da Paróquia São Benedito; Devair Araújo da Fonseca, reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Patrocínio e vigário da Paróquia Menino Jesus de Praga; e Idair Perina, pároco da Igreja de São Vicente de Paulo.

Todos devem ser ouvidos na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) entre quarta e quinta-feira.
Além de colher os testemunhos dos religiosos, a polícia ainda trabalha no levantamento de outras vítimas. "A equipe de investigação está à procura de todos os rapazes que moraram com o vigário nos últimos anos, novos depoimentos devem ser agendados e, só então, vamos interrogar o padre Dé", disse a delegada, que prefere não antecipar quando isso deve acontecer.


QUEM JÁ FOI OUVIDO
Ao todo oito pessoas envolvidas no caso já passaram pela delegacia. Entre elas, os cinco meninos que acusam padre Dé de abuso sexual. De acordo com o relato dos jovens, eles eram molestados pelo religioso todas as quintas-feiras, entre os meses de janeiro e fevereiro, após a missa das 15 horas, enquanto os garotos tomavam café da tarde na casa do vigário. Lá, segundo o relato dos garotos, Padre Dé apalpava suas pernas e os órgãos genitais. "Ele inventou uma brincadeira que chamava 'pirulito'. Ele chegava na gente e pegava, apertava nosso órgão genital. Tudo por cima da roupa. A gente ficava com vergonha. É estranho, né? Nem meu pai faz uma coisa dessas comigo", revelou um dos meninos, de 14 anos.


Também prestaram depoimento na semana passada, dois jovens que moraram com padre Dé e a coordenadora dos coroinhas da Paróquia São Vicente de Paulo, Margarida Oliveira Mendes, que afirmou ter ouvido relatos dos menores sobre possíveis abusos do padre. (Conheça a cronologia do caso em quadro ao lado).