10 de julho de 2026

Trabalho de padre Dé não era reconhecido por Diocese


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PREPARAÇÃO - Padre Dé enviava garotos a seminários de outras regiões, pois em Franca eles não eram aceitos

O trabalho desenvolvido pelo padre José Afonso Dé, 74, preparando meninos na faixa etária dos 13 anos para o seminário, nunca foi bem-visto pela diocese da cidade. Ontem, o bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini disse ao GCN Comunicação que o padre nunca foi formador da diocese de Franca e que o serviço prestado por Dé não era reconhecido.


Os estudos de formação coordenados pelo padre eram realizados em sua residência e custeados, segundo ele próprio declarou em entrevista à imprensa na última sexta-feira, por meio de doações. Até o começo do ano passado, o padre mantinha duas casas no Jardim Tropical II para a realização do trabalho.


Na nota distribuída à imprensa, também na sexta-feira, padre Dé disse que "dezenas (de adolescentes) residiram comigo, seja pelo intervalo de tempo de apenas uma semana e até mesmo chegando a 14 anos. Desses filhos, 20 são bons sacerdotes e reconhecidos onde trabalham".


Fontes ligadas ao bispo emérito de Franca, Dom Diógenes Silva Matthes, disseram que a diocese, por meio do Conselho de Presbíteros, teria pedido ao padre, no ano passado, para encerrar as atividades. Padre Dé não atendeu ao pedido e continuou com a "escola de formação", desaprovada pela diocese. "Esse trabalho nunca foi aceito. A Diocese de Franca não fez esse pedido de trabalho ao padre", disse o atual bispo Dom Pedro Luiz.


Essa circunstância ajuda a explicar porque os garotos preparados pelo padre Dé não eram aceitos pelos seminários de Franca. A não aceitação foi alvo de queixa do próprio padre Dé, na entrevista que concedeu na última sexta-feira.


Independente da comprovação das denúncias contra o padre Dé, o bispo Dom Pedro Luiz admite que havia problemas na preparação dos garotos. A inadequação se devia ao devia ao fato dos jovens não apresentarem o perfil adequado às exigências para o ingresso no seminário diocesano.


O desconforto da situação entre padre Dé e diocese era tão grande que em mais de 40 anos de ordenação, Padre Dé nunca foi responsável direto por paróquias na cidade. Embora tivesse 40 anos anos de sacerdócio , padre Dé nunca respondeu por uma paróquia. À exceção de uma igreja em Rifaina, onde atuou por cinco anos, ele sempre esteve subordinado a outro padre.