Com duas horas de atraso, o governador José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência da República, chegou a Franca no início da noite de ontem. Em uma visita relâmpago, fez a prestação de contas das obras que realizou na cidade, prometeu o fim da Curva da Morte para agosto, a implantação do AME e do Poupatempo e assinou contrato para a construção do novo sistema de captação de água da Sabesp no Rio Sapucaí. A obra terá um custo total de R$ 154 milhões e começará entre 60 e 90 dias. No final, admitiu que deixará o cargo na quarta-feira. “O dia 31 ficou marcado para a transmissão pública do cargo”. Uma hora após desembarcar no aeroporto, entrou na aeronave para retornar a São Paulo.
Em ritmo de campanha, Serra cumpriu uma agenda de candidato na sexta-feira. Antes de chegar a Franca, inaugurou obras em Presidente Prudente e Andradina. Desembarcou às 19h30 em Franca e seguiu para o ginásio da Sabesp.
No caminho, um grupo de cerca de 20 sindicalistas esperava o governador na Avenida Moacir Vieira Coelho, com carro de som, apitos e faixas com críticas ao setor de Educação. Escoltado pela PM, o governador entrou por uma porta lateral e driblou os manifestantes. Serra não viu nem ouviu as críticas. Dentro do ginásio, só faixas e cartazes com elogios.
Doze prefeitos, vereadores e secretários municipais aguardavam o governador. O primeiro a discursar foi o deputado Roberto Engler (PSDB). Em seguida, foi a vez de Gilson de Souza (DEM), que depois do discurso, presenteou Serra com um par de calçados. O tucano experimentou na hora e afirmou que prefere os produtos fabricados na cidade. “Todos os meus sapatos são de Franca”.
O anfitrião Sidnei Rocha destacou a amizade com o governador, disse que o contrato assinado ontem representa a maior obra de captação de água do interior do País. “O Serra é um homem sério, o governador mais eficiente que este Estado já teve. Talvez, não sejamos simpáticos, não sorrimos muito, mas os resultados, nós temos”.
O governador falou por 15 minutos, se desculpou pelo atraso e lembrou que Franca foi a primeira cidade que visitou após tomar posse. Destacou as obras realizadas na região e não fez referências à sucessão presidencial. Afirmou que captação de água do Sapucaí não é promessa, mas uma realidade.
Numa concorrida entrevista coletiva de apenas cinco minutos, evitou falar da campanha eleitoral. “Estou no governo, trabalhando e vou fazer isto até o último dia, na próxima quarta-feira”. Saiu rapidamente do ginásio, driblou novamente o pequeno grupo de manifestante e embarcou para São Paulo. Disse que continuará inaugurando obras na Capital durante o fim de semana.