07 de julho de 2026

Sem aplausos


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Histórias de Cabaret, da Cia. Painel de Teatro, comprova falta de qualidade do Festival Águas de Março

Na última terça-feira, na matéria intitulada Sem qualidade, Festival não amadurece com o tempo, publicada pelo Comércio, a Mostra de Dança no Jardim Aeroporto II foi citada como decepcionante e desanimadora, resumida a três adolescentes dançando Rebolation. Mas o pior ainda estava por vir.
Na noite da última quinta-feira, esta repórter e mais (apenas)  50 pessoas assistiram no Teatro Municipal, ao musical Histórias de Cabaret, da Cia. Painel de Teatro, dirigida pelo presidente da Fetanp (Federação do Teatro Amador do Nordeste Paulista) Cardoso Júnior.


Louvável o esforço e a dedicação do elenco, mas o que foi apresentado apenas faz jus ao nome da entidade: teatro amador. Isto não quer dizer que teatro amador pode prescindir de qualidade. O que se viu em cena foram seis atores achando que estavam fazendo teatro contemporâneo, mas totalmente perdidos entre encenar, dançar, dublar (as músicas eram em outros idiomas, dificultando o entendimento da mensagem) e ainda trocar de figurino enquanto falavam o texto mal escrito e decorado.

A falta de sincronia nas coreografias era perceptível e constrangedora. No entanto, dois atores salvaram-se pela expressão corporal e presença de palco: Denny D’Carlo e Maristella Camargo. Depois de 40 minutos, os aplausos opacos do público disseram tudo. Os representantes da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura) e da Divisão da Cultura não estavam lá para ouvi-los.