10 de julho de 2026

Presidente da S. Casa se recusa a comentar mortes por infecção


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CALADO - José Chimionato, presidente da Santa Casa, não quis comentar a infecção hospitalar que matou 19 bebês em 2009

O presidente da Santa Casa de Franca, José Chimionato, mais uma vez, se recusou a comentar o surto de infecção hospitalar provocado pela bactéria Klebsiella que matou 19 recém-nascidos no hospital no ano passado.


O surto foi descoberto pela Secretaria Estadual de Saúde no final de 2009, quando a Santa Casa enviou um relatório de mortes por infecção hospitalar. Os números apresentados chamaram a atenção dos técnicos do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado. Uma equipe de especialistas tanto do governo estadual quanto da Secretaria Municipal de Saúde foi montada para investigar o surto, suas possíveis causas e apontar soluções para o problema.


Os profissionais trabalham no hospital desde janeiro analisando dados e procedimentos. Entre as falhas já verificadas, estão a superlotação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Infantil, o número insuficiente de profissionais e o fato de um mesmo funcionário (médicos e enfermeiros) manipularem bebês sadios e infectados ao mesmo tempo. O caso foi denunciado com exclusividade pelo Comércio da Franca no início do mês de março.
 

O surto provocou a abertura de um processo investigatório no Ministério Público que, até momento, já resultou na redução do limite de internação do hospital na UTI. Outra investigação que também apura a ocorrência de mortes por infecção na Santa Casa é a do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), ainda em andamento.


Na tarde desta quinta-feira, durante uma coletiva na administração do hospital, Chimionato manteve o silêncio sobre o caso. “Esse é assunto técnico que está sendo resolvido entre técnicos e a diretoria administrativa não se manifesta sobre isso”.
 

Perguntado sobre o estado de saúde dos quatro bebês que adquiriram a bactéria neste ano e ainda estariam internados no hospital, Chimionato também se recusou a comentar. “Isso é uma questão técnica e eu não vou falar mais”, disse encerrando a entrevista.


A coletiva foi organizada pelo hospital e pelo deputado estadual Roberto Engler (PSDB) para anunciar a liberação de R$ 7 milhões para a construção do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) que deve ser inaugurado em setembro.