08 de julho de 2026

Donos se revoltam e negam irregularidade


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Os donos de bares e mercearias ficaram revoltados com a ação da Prefeitura e negaram que vendessem bebidas para menores. Ainda hoje, esperam buscar a autorização para poderem reabrir as portas.


Miguel Pereira da Silva, 69, do mini box 4M no Aeroporto, disse ter ficado chocado. "Sempre tentei trabalhar direito e pago meus impostos em dia. Não sei de onde veio esta denúncia. Nunca vendi bebidas para menores".


Nilton Valim, o "Tiquin", deu justificativa semelhante. "Tenho 20 anos de comércio e conheço bem a lei. Nunca vendi e nunca vou vender". Fabrícia Souza, da Mercearia Talismã, disse que o estabelecimento está a mais de 200 metros da escola e que parou de vender bebidas. "O nosso forte não é a bebida. Só vendíamos um pouco para os vizinhos levarem para casa. Como está dando problemas, vamos largar mão".


Já o comerciante Cícero Ferreira da Silva, dono do Bar da Maria, no Jardim Tropical, também disse que não vende bebidas para adolescentes, mas admitiu que está irregular. "Aqui, nunca entrou de menor. Só vendo para adulto. Estou aqui há uns dois anos e não tenho alvará. Sou aposentado e ganho pouquinho, como é que vou tirar? Sei que estou errado, né. Se for preciso, nóis (sic) tira o alvará".