Acredito ser de muita valia a luta do setor proletariado calçadista francano. Explico: a luta de alguns funcionários por maiores salários reflete não sua insatisfação, tendo em vista as mudanças e corregimentos da economia atual. O setor calçadista tende a lutar contra, mas querendo ou não é nosso grande exportaador de idéias, adventos e, me atrevo a falar, conhecimento, não podemos negar. Eu como jovem francano já cansei de ver minha cidade refém do calçado... Acredito (e tenho certeza) de que podemos ir e iremos muito além. Entretanto devemos respeitarmos o setor caldista. Deste provém sustento da grande maioria dos trabalhadores francanos. Confesso que gostei de acompanhar a briga os sindicatos calçadistas (parece uma pescaria; quando vemos dois peixes grandes bringando, até é bom tirarmos o nosso pequeno anzol de lado, só para ver até onde irão). Franca não carece de grandes apoios no setor. Se fôssesmos corajosos, se tivéssemos empresários mais audaciosos, estáriamos anos à frente de Ribeirão Preto. No meu entendimento, falta coragem ao francano. Tenho certeza! Faltam pessoas corajosas. Franca carece de guerreiros.
Antonio de Pádua Pinto Filho
Conselheiro do ‘Comercio’
Franca - SP