Benjamim
(1870 - 1954)
Filho de escrava e fazendeiro, desde cedo revelou talento para interpretar. Dizem que foi um grande ator. Fugiu de casa aos 12 anos para seguir um circo que passou pelo sul de Minas Gerais, onde Benjamim de Oliveira morava.
Picolino I
(1886 - 1962)
Seu nome de batismo era Nerino Avanzini. Fundou um circo ao qual deu o nome de Picolino, seu apelido. Picolino é da língua ita-liana e deriva de “picollo”, pequeno. Usava calças pretas, gravata e um chapéu extravagante.
Torresmo
(1889 - 1981)
Chamava-se José Carlos Queirolo e era uruguaio. Veio menino para o Brasil. Seu filho também seguiu a carreira, com o mesmo nome. Torresmo, o pai, ensinou suas artes ao filho e ao grande Piolim.
Arrelia
(1905 - 2005)
Nasceu no Paraná e chamava-se Waldemar Seysse. Escolheu as artes circenses aos 17 anos. Começou como malabarista mas fez a opção pela figura do palhaço ao ser muito aplaudido em um número. Foi o segundo a estrear na televisão. Tinha um programa chamado Cirquinho do Arrelia, na antiga TV Tupi. Estudou, formou-se advogado e escreveu livros.
Carequinha
(1915 - 2006)
Nasceu no circo onde a mãe trabalhava como trapezista. Foi registrado como George Savalla Gomes. Estreou no picadeiro aos 5 anos com os jargões: “Hoje tem marmelada? Tem sim senhor. E o pa-lhaço, o que é? É ladrão de mulher!”. Foi o primeiro a ter um programa na televisão brasileira, em 1950. Gravou muitos discos com músicas infantis.