Até a Sexta-feira Santa (que neste ano cairá no dia 2 de abril), o peixe estará no cardápio de muitas famílias de Franca por conta da tradição cristã, que recomenda evitar comer carne vermelha às quartas e sextas-feiras. Resultado: o consumo do pescado aumenta e, quanto maior a procura, maior o preço. Para ajudar na compra, o Procon de Franca divulgou uma pesquisa sobre a variação de preço do produto nos estabelecimentos da cidade e descobriu que a diferença chega a 150%. Mas não é só com o valor do peixe que o consumidor precisa ser preocupar. Ele deve estar atento também ao aspecto do alimento. Por serem frescos, os peixes são extremamente perecíveis e necessitam ser comprados com alguns cuidados por meio do uso do tato, do olfato e da visão. A primeira dica é olhar a pele, a escama e as guelras do peixe.”É preciso mais cuidado na compra do que no preparo. Porque consumir peixe estragado ou contaminado pode causar diarréia e vômito”, disse a nutricionista e responsável pelo Programa Alimente-se Bem do Sesi, Neuci Moreno. Entre as recomendações, também estão saber a procedência do peixe, comprar a peça inteira e pedir para filetar na hora e verificar a data de chegada do produto. Em geral, o prazo de validade é de três dias. Para os peixes vendidos em pacotes, o ideal é que ele esteja embalado à vácuo. “A pessoa precisa também conhecer o local de venda, ver se o peixe está exposto em lugar com boas condições de higiene”, disse o gerente da peixaria do Walmart, Jackcielle Ferreira Correia, que na manhã de ontem comercializava 19 variedades em peixes inteiros, além de itens importados como salmão congelado, posta de cação e bacalhau. “As vendas crescem bastante. Tenho vendido em média cem quilos por dia e, na Semana Santa, o consumo deve ser ainda maior”. Os mais vendidos são os de água salgada, como a tainha e a curvina, mas em Franca a tilápia (peixe de água doce) também tem grande saída, segundo Jackcielle. “É um peixe mais conhecido e comum na região”. Na Peixaria Tambaqui, a proprietária Sirley Bernadineli ainda cita o cascudo, curimba, mandiaçu e o filé de merluza. “Esse são os mais vendidos, pois na maioria das vezes, os consumidores preferem os mais baratos”. Na semana passada, reportagem do Comércio revelou que o consumo de peixes na cidade no período da Quaresma, que começou no dia 17, deve ultrapassar as 56 toneladas. O volume é 30% maior em relação a outros períodos do ano. Veja o quadro abaixo