Mais leves, finas e econômicas quanto ao consumo de energia, os televisores de alta definição vieram para ficar. Em ano de Copa do Mundo, é hora de dizer adeus à boa e velha TV de tubo e ir atrás de um modelo widescreen de plasma, LCD ou LED. O mercado está abarrotado de lançamentos. Quem hoje visita uma loja de eletrodomésticos se depara com uma variedade de TVs que literalmente enchem os olhos. Os variados recursos dão ao telespectador a impressão de praticamente estar dentro da cena visualizada. É algo de deixar louco qualquer um dos inventores da televisão, lá dos anos 1920. Antes de escolher aquela que irá ser sua companheira pós-balada dos próximos anos e atração central nas transmissões dos jogos de futebol da seleção brasileira em junho na África do Sul, é preciso se inteirar sobre as características básicas de cada tecnologia e enquadrá-las às suas reais necessidades. Em Franca, o consumidor encontra produtos a partir de R$ 1.350 e também outros que ultrapassam R$ 10 mil, dependendo do tamanho - geralmente entre 22 e 55 polegadas -, tecnologia e resolução. Nesse último item, quem busca uma Full HD, de 1080 linhas, apta para ver filmes em Blue-ray e rodar video-games avançados, paga mais caro. Porém, para a tão falada TV digital, é um recurso desnecessário, pois o sistema de transmissão brasileiro não é Full. A primeira a aparecer no mercado foi a tevê de plasma. Com aparelhos mais baratos - há modelos a partir de R$ 1.350 -, ela é recomendada para ambientes fechados e para quem quer gastar menos para ter telas maiores. Na sequência vieram as TVs LCDs, cuja tradução livre em inglês significa display de cristal líquido. Esta aumenta a exatidão das imagens e é perfeita para lugares mais abertos e bem iluminados, já que uma lâmpada instalada atrás da tela de cristal funciona o tempo todo. Por fim, o que há de mais novo no mercado são as TVs de LED, ou seja, com diodo emissor de luz. É uma espécie de aprimoramento do LCD. Além de terem tela de cristal líquido, os aparelhos transmitem imagens produzidas através de lâmpadas posicionadas nas laterais do televisor que emitem luz para diferentes pontos, de fora para dentro, ao contrário do LCD convencional. Em termos mais concretos, isso representa muito mais contraste e versatilidade. Os maiores problemas são o preço mais salgado e a falta de opções. Por enquanto, é possível encontrar modelos custando entre R$ 3,5 mil (32 polegadas) e R$ 10,8 mil (55 polegadas). Segundo Alessandro de Freitas, vendedor de eletrônicos do Magazine Luiza do Franca Shopping, a tecnologia que está na preferência dos clientes é a TV de LCD. Ele estima que atualmente essa linha represente 90% das vendas de televisores e 30% dos negócios globais da loja.