Quem nunca ouviu "por trás de todo grande homem, há sempre uma grande mulher?". Pois é, o ditado é perfeitamente aplicado ao basquete francano. A participação e a beleza das companheiras dos jogadores do Vivo/Franca acabam ofuscando, principalmente antes da bola subir, o brilho dos atletas. A presença delas é marcante no Ginásio Poliesportivo. Em dia de jogo é fácil identificar o time das belas: Juliana Probst, Letícia Klafke, Britney Stockman e Cristiane Pedro Garcia possuem cadeiras cativas no setor vip. Elas são bonitas, bem-humoradas, mães, esposas, profissionais e, além de tudo, doam um pedaço do seu tempo para acompanhar a profissão dos seus maridos. O papel delas é de sustentação emocional aos maridos, que estão acostumados ao forte contato físico durante uma partida, mas precisam de apoio em casa. "No começo não é fácil. Senti muita falta da família reunida e do marido em casa, mas aos poucos me adaptei e fui participando da vida dele", disse Juliana Probst, esposa do pivô Ricardo. Ela ainda completou que fica colada nas transmissões dos jogos, seja pelo rádio ou pelo computador. Tudo para ouvir as críticas que são feitas pela imprensa ao marido de 2 m de altura. Já se o jogo for realizado em Franca, a presença no ginásio é obrigatória. E o que chama a atenção é que os filhos todos também estão presentes. É comum minutos antes da partida começar ver troca fraldas, ou local para se fazer mamadeira. Claro há também choros, carrinhos de bebê e hora da papinha. Britney Stockman, mulher do armador Tony, leva os três filhos - nenhum com mais de quatro anos - para o ginásio. No carrinho ficam os mais quietinhos. Já sentado na cadeia, ou melhor quase nunca sentado na cadeira, o mais velho corre para lá e para cá, junto com os filhos do ala/pivô Rogério, que tem um casal, e a mais velha de Ricardo Probst. Cristiane Pedro Garcia, esposa do armador Helinho, disse que é preciso ser uma mulher moderna para a vida. "Tenho meu trabalho todos os dias como psicóloga e professora universitária, mas também sou `maezona` 24 horas das minhas duas filhas. E não deixo de estar presente nas partidas em Franca." Ela já se acostumou com essa rotina desde o namoro, quando Helinho ainda nem era capitão da equipe. Tudo deu tão certo que o casal está junto há 12 anos. DISTÂNCIA A rotina de viagens do time é algo que sempre precisa ser ponderada pelas esposas. Nesta semana o Vivo/Franca fez dois jogos. Um em casa, contra o São José, terça-feira; e outro em São Paulo, na sexta-feira, contra o Paulistano. [FOTO2] Segundo Letícia Klafke, esposa do pivô Rogério, o pior é a saudade do marido. "Se eu disser para você que não é complicado, estarei mentindo. Antes dos filhos, era apenas eu e ele. Ainda tinha a distância da nossa família, que estavam no Sul. Esse era um fator difícil de se enfrentar, pois ficava muito sozinha. Porém quando vieram os filhos eles tornaram-se minhas companhias constantes", falou. Mas e como fazer se as crianças forem apegadas demais? Eduardo, por exemplo, o filho mais novo de Rogério, sente sempre a falta do pai. A mãe Letícia é quem precisa fazer o papel.