Com 38 anos de idade e prestes a disputar seu "enésimo" playoff, o ala-pivô Rogério Klafke, do Vivo/Franca, já perdeu as contas de quantas fases decisivas disputou pelas equipes em que atuou. Apontado por muitos como sucessor de Oscar na época em que o "Mão Santa" se retirou das quadras, o atleta comemora a boa fase que atravessa atualmente e a oportunidade de jogar contra a nova geração do esporte no Brasil, atuando ao lado de jogadores como Alex Garcia, Dedé, Guilherme Giovannoni e Vitor Benite. Dono de um dos melhores condicionamentos do grupo francano e raramente acometido por lesões ou contusões, Rogério afirmou ao Comércio que a hipótese de se retirar das quadras não passa por sua cabeça. Ele sequer pensa no que fará quando se aposentar. As estatísticas da Federação Paulista de Basquete o apontam como o sétimo jogador mais eficiente do torneio estadual. Depois do treino realizado na tarde de ontem no Ginásio do Póli, o jogador falou também sobre sua expectativa para enfrentar o Paulistano na semifinal do Campeonato Paulista 2009/2010, que começa na próxima semana. Comércio da Franca - Você tem a contabilidade de quantas finais e semifinais disputou em sua carreira? Rogério Klafke - Não tenho o hábito de fazer este tipo de estatística ou levantamento, mas eu fico satisfeito em saber que participei da maioria das semifinais e também das finais dos torneios que disputei, sendo campeão em muitas delas. Para mim, estar com 38 anos e disputando mais uma semifinal de Campeonato Paulista com a camisa de Franca é uma honra muito grande. Eu me sinto muito feliz e motivado. Essa motivação é o que me impulsiona a jogar basquete. Comércio - Você já pensou que esta poderia ser sua última semifinal ou isso não passa pela sua cabeça? Rogério - Cada dia é um dia e eu não procuro fazer programação em cima disso. Não penso nisso (parar de jogar) no momento. Sou um jogador útil e estou totalmente inserido no esquema de jogo do Franca Basquete. Enquanto eu souber que isto está acontecendo, vou ter cada vez mais motivação para continuar jogando por Franca. Definitivamente não vejo esta semifinal como a última da minha carreira. Comércio - Você é um jogador que preza muito a família. Você acha que este convívio também tem importância na manutenção da sua forma física, uma vez que você raramente é visto em bares ou pelas ruas da cidade? Rogério - Eu acho que a família é muito importante, independente do esporte. Ela é a base de tudo. Isso ajuda bastante, mas o trabalho de base que eu fiz quando comecei a jogar me ajuda a atuar em alto nível até hoje. Estou colhendo os frutos do meu trabalho. Jogar bem aos 38 anos é o resultado da união de vários fatores. Comércio - Quando o Oscar encerrou a carreira, muitos apontaram você como sucessor. Hoje você ainda joga e novas gerações, compostas por Alex e Dedé, estão em plena atividade. Como enxerga este convívio? Rogério - Eu fico feliz de poder jogar em alto nível. Em comparação à época que eu comecei a jogar, o basquete hoje tem muito mais contato físico e explosão muscular. Sem dúvida alguma a oportunidade de atuar ao lado destes atletas, que inclusive defendem a Seleção Brasileira, é uma honra muito grande e também um fator de motivação para que eu continue em evolução. Comércio - Qual a sua expectativa para o playoff contra o Paulistano? Rogério - Eu espero uma dificuldade muito grande, pois o Paulistano é um time completo, com todos os jogadores tendo como principal qualidade a ofensividade. Certamente será uma série muito difícil, com os dois times muito nivelados e com possibilidade de chegar à final. Acredito que tudo será equilibrado e provavelmente o finalista só será conhecido na quinta partida.