A professora aposentada Aparecida Helena Calixto, 54, já viajou para vários pontos do País. Maceió (AL), Fortaleza (CE), João Pessoa (PA) e Natal (RN) são algumas das cidades na lista. Mas foi com Porto Seguro (BA) que ela mais se identificou. Em três anos, foram simplesmente nove viagens, sendo quatro somente este ano: em janeiro, abril, junho e outubro. Aparecida costuma ficar em média 8 dias na terra em que os portugueses aportaram com suas naus, nos idos de 1500. “Gosto muito de Porto Seguro. Lá parece minha casa. O povo trata todo mundo com muita educação”, afirma, prometendo ir mais uma vez daqui a menos de dois meses, com seu marido, para o Réveillon. A francana indica uma sequência de paragens, entre vilarejos, praias e reservas ecológicas para quem nunca se aventurou por um dos destinos mais belos do litoral baiano. Para ela, é indispensável ir a Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro ao qual se chega de balsa atravessando o Rio Buranhém. O local conta com belas praias e “barzinhos charmosos”, segundo a entrevistada. A viagem fica ainda mais encantadora com a Praia do Espelho, entre os povoados de Trancoso e Caraíva, onde é possível se banhar nas piscinas naturais de “águas azuis”, sob falésias brancas e avermelhadas. Sempre que pode, Aparecida vai também à Praia do Macuco, estância ecológica a quatro quilômetros do hotel em que ela costuma ficar, localizada no vilarejo de Coroa Vermelha. Em Coroa também costuma visitar a tribo Pataxó. Em Porto Seguro, Aparecida sempre vai à Passarela do Álcool. A despeito do que se fala do lugar agitado demais em outubro por jovens de todo o Brasil, a professora conta que o endereço tem muitos bares e restaurantes elegantes com música ao vivo, ótimos para o público adulto. “Como muita gente, nunca tive vontade de conhecer Porto Seguro, porque pensava que lá era só para curtição de adolescentes. Mas quando fui pela primeira vez foi amor à primeira ‘visita’. São lugares lindíssimos. Para mim, é um pedacinho do céu”, diz. [FOTO2] A viagem feita pela professora tem um custo que varia conforme a época do ano e a disponibilidade de promoções. Num pacote comum, ela costuma gastar R$ 1 mil de hospedagem e deslocamento aéreo. Entretanto, em sua última ida, entre 3 e 10 de outubro (ainda em baixa temporada), gastou quase a metade - R$ 589. Já com alimentação, ela sempre pagou relativamente pouco. Em média, R$ 180 para uma semana inteira.