Após um ano acompanhando o mercado negro da internet, técnicos da Symantec, empresa de programas de segurança para computadores, perceberam que o item mais popular à venda eram números de cartões de crédito. Em segundo lugar na lista, ficaram os detalhes de contas bancárias. Para calcular a dimensão da fraude, multiplicaram a média do montante com um cartão roubado, US$ 350, pelos milhões de números de cartões que a Symantec viu sendo oferecidos. Além disso, segundo o relatório da empresa, se os ladrões que operam pela internet esvaziassem todas as contas bancárias que foram vistas sendo oferecidas em chats on-line, eles poderiam arrecadar US$ 1,7 bilhão. Entre os métodos preferidos pelos criminosos para roubar informações sobre cartões de crédito estão ataques a bancos de dados, phishing (nome dado a e-mails que se dizem falsamente vir de bancos e pedem os dados do "cliente") e clonagem de cartões. Para tal, os ladrões hi-tech formam alianças informais, contatam aqueles que se especializam em uma técnica ou outra ou encontram indivíduos que podem tirar dinheiro de determinados cartões de crédito ou instituições financeiras, utilizando canais de chat secretos e fóruns de discussão em que se entra apenas a convite. A pesquisa aponta ainda que gangues russas ou do Leste Europeu parecem estar entre as mais organizadas. Com informações do G1 e BBC.