Camisinha, sim ou não?


| Tempo de leitura: 3 min
Gustavo Ribeiro Garcia tem sempre um preservativo à mão para quando precisa
Gustavo Ribeiro Garcia tem sempre um preservativo à mão para quando precisa
A noite promete. Um drinque aqui, um bate-papo ali. Olho no olho, pintou um clima, rolou um beijo. E mais um, e outro, outro e tantos outros que nem dá mais para contar. A respiração fica acelerada como se a pessoa tivesse acabado de jogar uma partida de basquete. Todo o corpo fica atento a qualquer movimento externo, aumentando sabe-se lá em quantas vezes o nível de sensibilidade de cada pedacinho do indivíduo, que deixa de ser um só para se mesclar ao outro. É a força da unificação. Quando isso está prestes a acontecer, uma “coisinha” que não poderia faltar de jeito nenhum nem sempre está à mão. Alguém aí sabe o que é? Muita gente sabe, as campanhas são as mais variadas possíveis, mas ainda há quem se arrisque a transar sem a famosa camisinha. Só para fazer um pequeno teste, que nem pode ser considerado sob o ponto de vista científico, já que a amostragem se resumiu a uma parte de jovens presentes em uma badalada festa na cidade no início de março, a reportagem do Comércio pôde constatar que o preservativo nem sempre “preserva” alguém (com o perdão do trocadilho), simplesmente por não estar ali na hora e local em que seria necessário. Dos cerca de cem jovens (homens e mulheres) questionados sobre a posse da camisinha, apenas 23 a tinham consigo. “Sempre carrego uma na minha carteira”, afirmou Gustavo Ribeiro Garcia, 22. Apesar de estar correto em portar o preservativo, ele precisa ficar atento, pois as camisinhas precisam ser guardadas em lugar fresco e seco para não terem suas características alteradas e, conseqüentemente, seu nível de segurança comprometido. O estudante de arquitetura Luís Felipe Pinheiro Baraldi, 24, disse que tinha preservativo, mas que ele estava guardado no carro. “É onde costumo deixar”, disse, ressaltando que, caso ela fique sem uso por algum tempo (não precisou quanto), ele a inutiliza. “Eu sei que ela pode estragar se ficar no porta-luvas, por exemplo, e o carro ficar muito tempo exposto ao sol. Como o meu carro geralmente fica em locais cobertos, eu acho que faço direito em deixar lá e trocar se demorar para usar”. Usar e esquecer de comprar outra para repor foi a principal desculpa dos que foram sinceros em afirmar que não tinham camisinha. “Mas isso não é problema porque há farmácias que ficam abertas a noite toda. Além disso, qualquer loja de conveniência ou motel tem para vender. Se hoje eu precisar, compro na hora”, disse um estudante que preferiu não ter seu nome divulgado. Provavelmente porque ele sabia que essa história pode ser considerada daquelas “para boi dormir”. Apesar de ter a camisinha, muitos casais não a utilizam na hora da transa. Uns porque acham que diminui o prazer, outros porque no calor do momento (e dependendo do nível alcoólico no sangue) acabam esquecendo de utilizá-la. “É, não tem jeito, tem momentos em que a gente não pensa e acaba transando sem mesmo”, confessou, em seguida, o estudante. E quem está na chuva, se molhando, sabe que isso, apesar de todos saberem que é errado, acontece.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários