Alonso vence na Austrália pela segunda vez no ano


| Tempo de leitura: 4 min
O piloto espanhol Fernando Alonso (Renault) venceu o Grande Prêmio da Austrália, encerrado às 2h42 da madrugada deste domingo, no circuito de Albert Park, em Melbourne, na Austrália. Completaram o pódio o finlandês Kimi Räikkönen (McLaren) e o alemão Ralf Schumacher (Toyota). Entre os brasileiros, Rubens Barrichello (Honda) cruzou a linha de chegada em sétimo e Felipe Massa (Ferrari) não passou da segunda volta, porque bateu e destruiu o carro que dirigia. O mesmo aconteceu com o alemão Michael Schumacher (Ferrari) na 33ª volta. Agora, Alonso tem 28 pontos, contra 14 do companheiro Giancarlo Fisichella e 12 de Räikkönen. Teve de tudo no Grande Prêmio da Austrália, menos monotonia. Com um tempo bem ameno, sob 20 graus centígrados no ambiente e 27 na pista, os 22 carros saíram para a volta de apresentação à uma hora da madrugada, mas não chegaram a largar porque a McLaren do colombiano Juan Pablo Montoya rodou e apagou o motor da Renault de Giancarlo Fisichella. Em conseqüência, os dois foram para o fim da fila e todos os carros deram uma nova volta antes da largada. O inglês Jenson Button (Honda), que havia feito o melhor tempo na etapa de classificação, entre meia-noite e uma hora da madrugada de sábado, largou na ponta. Foi pressionado fortemente por Alonso, que assumiu a ponta na terceira volta. A partir daí, Button foi perdendo posições para Montoya, Raikkonen e Webber. Mesmo assim, o companheiro de Rubinho teria chegado em quarto lugar, mas o motor do carro estourou e se incendiou na última volta, fazendo com que a Honda se transformasse numa bola de fogo bem à frente da Renault de Fisichella. MASSA A corrida acabou para Felipe Massa (Ferrari) na segunda curva da primeira volta. Ele saiu em 13º, largou bem, mas foi encurralado por um carro da Toro Rosso e outro da Red Bull. Tocada, a Ferrari de Massinha saiu da pista, bateu no muro e ficou destruída. No box, ele disse: “Me fecharam; virei sanduíche; esse é um fim de semana para ser esquecido”. SCHUMACHER Tal qual para Massa, a corrida acabou no muro para o supercampeão Michael Schumacher. Ele largou na 8ª posição e nunca foi competitivo. Chegou a ser ultrapassado pelo italiano Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso) na 12ª volta. Era visível que Schummy tinha dificuldade para dominar a Ferrari. Tanto que na 33ª volta ele não conseguiu manter o carro na pista, passou sobre uma zebra, foi para a grama, perdeu completamente o controle e bateu forte no muro. O Safety Car voltou à pista pela terceira vez e só permitiu a relargada apenas na 39ª volta. SAFETY CAR O Safety Car entrou na pista por quatro vezes durante o GP da Austrália: na 1ª volta, em razão da batida da Ferrari de Felipe Massa; na 7ª volta, por conta da batida do australiano Christian Klien (Red Bull-Ferrari); na 33ª volta, por conta da batida forte do alemão Michael Schumacher (Ferrari); na 37ª volta, logo após a batida do italiano Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso). APENAS 12 TERMINARAM A PROVA 1) Fernando Alonso - Renault: 1h34min27s280 2) Kimi Räikkönen - McLaren: a 1s8 3) Ralf Schumacher - Toyota: a 24s8 4) Nick Heidfeld - BMW: a 31s0 5) Giancarlo Fisichella - Renault: a 38s4 6) Jacques Villeneuve - BMW: a 49s5 7) Rubens Barrichello - Honda: a 51s9 8) Scott Speed - Toro Rosso: a 53s8 9) David Coulthard - Red Bull: a 53s9 10) Jenson Button - Honda: NT/56 11) Christijan Albers - MF1: a uma volta 12) Takuma Sato - Super Aguri: a uma volta ABANDONARAM O brasileiro Felipe Massa (Ferrari) na segunda curva após a largada. Tocado por dois concorrentes, o carro e ele saíram da pista e bateram forte no muro. O australiano Christian Klien (Red Bull) na 7ª volta. O australiano Mark Webber (Williams) na 22ª volta. O alemão Michael Schumacher (Ferrari) na 33ª volta. Ele perdeu o controle do carro, saiu da pista e bateu forte no muro. O italiano Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso) na 37ª volta. O colombiano Juan Pablo Montoya (McLaren) na 46ª volta, após sair da pista e bater forte no muro. IMOLA A próxima corrida será o Grande Prêmio de San Marino, no dia 23 de abril, em Imola, na Itália. CLÁUDIO AMARAL é jornalista há 38 anos, trabalhou no Estadão, no Correio Braziliense, no Grupo Folha de S.Paulo, no Jornal do Brasil, na Imprensa Oficial do Estado e é editor no Comércio da Franca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários