Lanchinho da tarde rende ‘puxões de orelha’ a Mambrini


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Tudo indicava que a conversa com o promotor Paulo Borges anteontem havia deixado o presidente da Câmara Municipal, Marcelo Mambrini (PMN), mais atento às suas atitudes. Talvez assustado com a repercussão que a contratação de dois assessores parlamentares extras tenha atingido, ele não atendeu à imprensa durante o andamento da sessão de ontem numa clara demonstração de afinco para garantir uma boa condução dos trabalhos da Casa. Mas, uma pequena saída para “tomar um suco” durante recesso dos trabalhos lhe rendeu “puxões de orelha” públicos. O presidente da Câmara suspendeu os trabalhos por 20 minutos para elaboração de pareceres sobre um projeto. Acompanhado dos vereadores Marcelo Valim (PSDB), Donizete da Farmácia (PMN) e Marcelo Caleiro (PMDB), Mambrini foi a uma lanchonete próxima à Câmara. “Esses intervalos para pareceres podem servir pra gente tomar um lanche e de repente até botar o papo em dia, descontrair um pouquinho”, disse Donizete. Mas o “lanchinho” acabou dobrando o tamanho do recesso. Indignado, Gilson Pelizaro (PT), na retomada das discussões, fez menção ao atraso na tribuna do plenário. Mambrini se defendeu e disse ter visto “coisa parecida entre 8 e 10 vezes” apenas nos seus 15 meses de mandato. Isso provocou a ira do ex-presidente, Luiz Carlos Fernandes (PDT) e integrante da base governista como Mambrini. Prontamente, ele se levantou, pediu um aparte a Pelizaro e acusou Mambrini de criticá-lo veladamente. Disse também nunca ter se ausentado das sessões quando ocupou o cargo de presidente. À reportagem do Comércio da Franca, Luiz Carlos classificou a atitude como “desrespeito e afronta aos companheiros vereadores e à população que comparece para assistir à sessão”. Enquanto Gilson Pelizaro demonstrava solidariedade às palavras do pedetista, outrora inimigo político, em plena tribuna, Mambrini limitou-se a pedir que todos se restringissem à discussão do assunto em pauta.

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