A retirada de 508 árvores para a construção do Hospital Metropolitano, no Parque Itália, chegou à Câmara de Campinas. O vereador Wagner Romão (PT) apresentou um requerimento de informações sobre o licenciamento ambiental e levou a discussão ao plenário na sessão ordinária desta segunda-feira (21), quando classificou como “absurdo” o número de exemplares que serão eliminados para preparar o terreno.
A manifestação ocorre poucos dias depois de a Prefeitura confirmar a dimensão da intervenção. Das 508 árvores previstas para retirada, 185 são nativas, 273 exóticas, 46 consideradas invasoras e quatro estão mortas. O inventário aponta ainda que 388 são de médio porte, 68 de grande porte e 52 de pequeno porte. O manejo recebeu autorização da Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade.
No plenário, Romão questionou principalmente se a implantação da unidade hospitalar necessariamente precisaria provocar uma intervenção ambiental desse tamanho. “508 árvores é um absurdo. Será que o governo do Estado não tinha um outro projeto para colocar o Hospital Metropolitano?”, afirmou. Na sequência, voltou a questionar a escolha: “Teria que ser ali necessariamente naquela região para suprimir 508 árvores?”
O parlamentar também demonstrou preocupação com os trabalhos já realizados no local. “A gente já está vendo ali a devastação ambiental. Então, é algo extremamente preocupante”, declarou durante a sessão.
O requerimento apresentado pelo vereador busca obter informações da administração municipal sobre a intervenção e o processo de licenciamento relacionado à construção do hospital. A cobrança abre uma nova discussão em torno de um dos maiores projetos hospitalares previstos para Campinas, desta vez concentrada no impacto ambiental provocado pela preparação do terreno.
A Prefeitura sustenta que a retirada é necessária para nivelar e preparar a área que receberá a base do hospital. Como compensação ambiental, anunciou o plantio de 8,9 mil mudas de espécies nativas na bacia hidrográfica do Córrego do Piçarrão, em trechos entre as avenidas Prefeito Faria Lima e Prefeito Magalhães Teixeira. O início desse plantio está previsto para a primeira semana de outubro.
Ao anunciar a medida, o secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, afirmou que a adequação do terreno é necessária para a implantação da estrutura. Segundo a Prefeitura, a compensação corresponde a cerca de 17,5 mudas plantadas para cada árvore retirada.
Galhos, folhas e madeira resultantes do manejo deverão ser enviados à Usina Verde de Compostagem. O material será processado para reaproveitamento em serviços municipais, inclusive na produção de composto utilizado em áreas verdes.
O questionamento de Romão não se voltou contra a construção do hospital. Ao comentar o assunto, o vereador reconheceu a importância da nova estrutura de saúde, mas contrapôs essa necessidade ao impacto ambiental previsto. “Claro que todo mundo quer um novo hospital para a cidade, mas será que a gente teria que realmente suprimir 508 árvores?”, afirmou em entrevista à TV Câmara após apresentar o requerimento.
O Hospital Metropolitano será destinado a atendimentos de média e alta complexidade pelo SUS, com previsão de 400 leitos. O investimento estimado é de R$ 553 milhões, e o prazo anunciado para execução das obras é de 36 meses. O terreno foi cedido pelo município para a implantação da unidade.
A nova cobrança na Câmara coloca agora em discussão não apenas a compensação posterior, mas também as razões técnicas para a retirada das 508 árvores e as alternativas consideradas durante a elaboração e o licenciamento do projeto.
Locais de Campinas frequentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) poderão receber placas pedindo a redução de ruídos. A Câmara aprovou em definitivo, nesta segunda-feira (21), o projeto que cria a sinalização “Ambiente Silencioso – Respeite as Pessoas com TEA”.
O Projeto de Lei nº 78/2026, apresentado pelo vereador Hebert Ganem (Podemos), passou pela votação final durante a 52ª Reunião Ordinária. A proposta abrange instituições públicas e privadas que atendam ou tenham presença frequente de pessoas com TEA.
A medida busca chamar a atenção para o impacto que ambientes com barulho excessivo podem provocar em pessoas autistas, especialmente aquelas que apresentam maior sensibilidade a estímulos sonoros.
O texto estabelece como prioritários para a instalação das placas escolas públicas e particulares, centros de educação especial, clínicas de atendimento e reabilitação, unidades de assistência social, UBSs e postos de saúde.
A sinalização também poderá ser adotada em espaços culturais, esportivos e de lazer que desenvolvam atividades inclusivas.
“A aprovação desse projeto é de grande importância para as pessoas com TEA e seus familiares. É mais uma medida de conscientização e, ao mesmo tempo, de sensibilização da sociedade para o desconforto que essas pessoas podem sentir diante de ruídos excessivos”, afirmou Ganem.
Com a aprovação definitiva pelo Legislativo, o projeto segue agora para análise do Executivo municipal, que poderá sancionar ou vetar a proposta.
Aqui, o melhor caminho é mesmo transformar o Fabinho e a história do boteco no centro da reportagem. A homenagem da Câmara entra como fato que justifica a notícia, mas não deve comandar a narrativa.
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Dos primeiros passos atrás do balcão ainda aos 13 anos ao próprio negócio, uma trajetória de décadas ligada aos bares de Campinas será reconhecida nesta terça-feira (22). Fábio Guilherme Jorge, proprietário do Fabinho Boteco Itinerante, receberá o Diploma de Mérito Empresarial José Bonifácio Coutinho Nogueira, concedido pela Câmara Municipal.
A reunião solene está marcada para as 17h, na Avenida Paulo de Almeida Nogueira, 75.
A história de Fabinho com o balcão começou muito antes de existir o Boteco Itinerante. Aos 13 anos, ele começou a trabalhar eu um estabelecimento que funcionava como lanchonete e fazia parte da vida cotidiana da cidade.
Depois veio a etapa mais longa de sua trajetória profissional. Fabinho trabalhou por aproximadamente por décadas no Presta Atenção, período no qual acumulou experiência no atendimento, na administração e no relacionamento com os clientes.
Fabinho também passou a atuar junto ao Consulado do Palmeiras em Campinas, aproximando ainda mais sua história profissional da paixão pelo clube.
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O passo seguinte foi colocar o próprio nome no balcão. Surgiu o Fabinho Boteco Itinerante (FBI), inicialmente em uma estrutura pequena e sem endereço fixo. O negócio começou atendendo eventos em condomínios e pequenas produções, levando a proposta do boteco para diferentes lugares.
O modelo cresceu, conquistou clientes e acabou ganhando uma casa própria. A operação passou a contar com espaço físico estruturado e consolidou a marca construída por Fabinho ao longo dos anos.
A ligação com o Palmeiras também permaneceu presente e hoje aparece no próprio FBI, que será o cenário da homenagem desta terça-feira.
O Diploma de Mérito Empresarial José Bonifácio Coutinho Nogueira será entregue por iniciativa do vereador Otto Alejandro (PL). A honraria é destinada ao reconhecimento de trajetórias ligadas ao empreendedorismo e à atividade empresarial em Campinas.