29 de agosto de 2026
HEROÍNA

Priscila, 34 anos, morre após salvar menina de afogamento

Por Da Redação | Nova Jersey
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Priscila Alvares Pereira dos Santos

Mãe de dois filhos, trabalhadora e descrita por amigos como uma mulher alegre, forte e generosa, Priscila Alvares Pereira dos Santos morreu após tentar salvar uma menina de 9 anos que se afogava. A brasileira entrou no rio para ajudar a criança, conseguiu levá-la em direção à margem, mas acabou desaparecendo na água.

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Priscila era mineira e vivia em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com o marido, Alex Cândido do Nascimento, e os dois filhos, de 9 e 3 anos. Ela havia se mudado para o país cerca de cinco anos atrás em busca de melhores condições de vida para a família e trabalhava com limpeza de casas.

Mineira era dedicada aos filhos

Segundo informações publicadas em uma campanha de arrecadação criada para ajudar a família, os filhos eram o centro da vida de Priscila. Ela costumava levá-los para passear em parques, praias e lagos e era conhecida por estar sempre disposta a ajudar outras pessoas.

"Priscila era uma mãe e esposa dedicada, uma mulher de fé, uma amiga leal e uma pessoa extremamente trabalhadora", afirma o texto da campanha.

O filho mais novo, de 3 anos, é autista e ainda não fala. De acordo com familiares, Priscila tinha um papel fundamental na rotina da criança, especialmente nos cuidados diários e na comunicação.

Priscila morreu após salvar criança

A tragédia aconteceu na tarde de segunda-feira (24), quando Priscila percebeu que uma menina de 9 anos estava em perigo no Rio Delaware, próximo a Delran, em Nova Jersey.

A brasileira entrou na água para tentar resgatar a criança. Ela conseguiu alcançar a menina e ajudá-la a se aproximar da margem. Outras pessoas conseguiram retirar a criança do rio em segurança.

Priscila, porém, não conseguiu voltar para a margem e desapareceu na água.

Equipes de emergência realizaram buscas durante horas. O corpo da brasileira foi localizado na manhã de terça-feira (25), a cerca de seis metros da praia, na região do Parque da Ilha Amico.

A data da localização do corpo coincidiu com o aniversário de 34 anos de Priscila.

Polícia chama brasileira de heroína

O chefe de polícia de Delran, Matthew Gasper, classificou Priscila como uma heroína diante da atitude tomada para salvar a criança.

O marido também destacou a coragem da mulher e afirmou, em entrevista à imprensa norte-americana, que Priscila deu a própria vida para salvar uma criança.

A morte causou comoção entre familiares e amigos, especialmente pela história de vida da brasileira e pela forma como ocorreu a tragédia.

Família pede ajuda após morte

Com a morte de Priscila, Alex passou a cuidar sozinho dos dois filhos. Familiares e amigos criaram uma campanha de arrecadação para ajudar a família a enfrentar os custos provocados pela perda.

O dinheiro arrecadado deve ser utilizado para despesas com funeral, moradia, alimentação e cuidados das crianças, além do acompanhamento do filho mais novo.

A campanha também busca garantir recursos para a educação futura dos dois filhos de Priscila.

"Priscila ajudou outra criança a voltar para casa. Agora, pedimos a todos que puderem que nos ajudem a cuidar do futuro dos dois filhos para quem ela não pôde voltar", afirma a campanha.