27 de junho de 2026
MINAS GERAIS

Justiça condena homem após mulher pular de prédio para fugir dele

da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes sociais
Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues, de 32 anos, é suspeito de tentativa de feminicídio e ameaça contra Jhenipher Sabriny de Oliveira, de 31

A Justiça de Minas Gerais condenou Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues a 8 anos e 10 meses de prisão por tentativa de feminicídio e ameaça contra a ex-companheira em Contagem (MG). Ela chegou a pular da janela do prédio para fugir dele.

Condenação foi obtida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A pena soma oito anos e oito meses pela tentativa de feminicídio e dois meses e dez dias pelo crime de ameaça, segundo o promotor de Justiça Pedro Guimarães.

Réu não estava presente na leitura da sentença. Ele respondia ao processo em liberdade, mas agora a Justiça emitiu o mandado de prisão. Caso não se apresente, será considerado foragido.

Crime ocorreu em 12 de fevereiro de 2025. De acordo com a denúncia, o réu exigiu que a vítima entregasse R$ 10 miil e, quando ela recusou, ele foi até a cozinha, pegou uma faca e a ameaçou.

Vítima pulou do segundo andar do prédio para escapar. Uma vizinha gritou ao perceber a ameaça com a faca, o que desviou a atenção do réu. Nesse momento, a mulher correu até a janela e se jogou.

Jhenipher Sabriny de Oliveira disse que pulou para não morrer. Em entrevista a Universa ela contou que o ex-companheiro entrou no quarto "alterado", exigindo dinheiro.

Quando ela recusou, ele pegou uma faca e trancou a porta do quarto. "Quando percebi que eu não sairia viva dali, me aproximei da janela e lancei meu corpo para fora", relatou.

Relacionamento durava nove anos e era marcado por violência. Jhenipher afirmou à polícia que sofria agressões físicas e emocionais, mas nunca havia denunciado o companheiro, que também a proibia de usar o celular e ainda ameaçava seus familiares.

Pablo levou a vítima ao hospital, mas continuou as ameaças. Segundo o depoimento de Jhenipher, ele a pressionou durante o trajeto e a internação para que ela não o denunciasse.

Réu fugiu para o Paraguai antes de ser preso pela primeira vez. O mandado de prisão preventiva foi expedido no início de março, mas Pablo só foi detido após comparecer à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Contagem para prestar depoimento, e depois passou a responder o processo em liberdade.

À época, a defesa negou as ameaças com faca. O advogado Glauber Paiva afirmou que Pablo queria "esclarecer o que aconteceu" e que a vítima "começou a contar uma versão diferente" dos fatos.