18 de maio de 2026
POLÍTICA

Veto de Zanatta ao Bolsa Atirador provoca reação na Câmara

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Prefeito de Araçatuba afirma que apenas três jovens do Tiro de Guerra estão em vulnerabilidade social e defende emprego como principal ferramenta de transformação

O veto do prefeito Lucas Zanatta ao projeto que cria o Programa Bolsa Atirador acendeu um novo debate político em Araçatuba e promete movimentar a sessão da Câmara Municipal nesta segunda-feira (18). A proposta, aprovada pelos vereadores, previa auxílio financeiro de até R$ 400 para parte dos jovens que atuam no Tiro de Guerra do município.

A justificativa do veto foi apresentada pelo prefeito em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo Zanatta, apenas três dos 101 atiradores atualmente em atividade estariam em situação de vulnerabilidade social, número que, segundo ele, não justificaria a criação de uma bolsa custeada pelo município.

“Esses jovens serão atendidos pela assistência social. Temos mecanismos para ajudá-los sem a necessidade de criar uma bolsa auxílio”, afirmou o prefeito.

O projeto vetado é de autoria do vereador Luís Boatto e previa o benefício para até 20% do efetivo do Tiro de Guerra. Para Zanatta, a expansão de programas assistenciais não representa a solução ideal para os desafios enfrentados pela juventude.

Durante a manifestação, o prefeito destacou que Araçatuba possui atualmente mais de mil vagas abertas no Balcão de Empregos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, além de cursos de capacitação profissional voltados aos jovens.

“O emprego é o maior programa social que existe. É o trabalho que transforma vidas e garante independência”, declarou.

O chefe do Executivo também reforçou que os jovens que prestam serviço militar no Tiro de Guerra já possuem garantias legais no mercado de trabalho, incluindo estabilidade no emprego durante o período de serviço obrigatório e flexibilidade de horários para conciliar as atividades.

Mesmo reconhecendo a importância do Tiro de Guerra na formação pessoal e disciplinar dos jovens, Zanatta afirmou que a administração municipal precisa priorizar políticas públicas voltadas à autonomia financeira e geração de oportunidades.

Este é o segundo projeto de cunho social vetado recentemente pelo prefeito. Antes disso, Zanatta também havia barrado o Bolsa Trabalho Municipal, proposta apresentada pela presidente da Câmara, Edna Flor. Na ocasião, o veto acabou derrubado pelos vereadores.

Agora, a expectativa se volta novamente para o Legislativo, que decidirá se mantém ou derruba o veto ao Bolsa Atirador. O tema deve provocar discussões intensas entre base governista e oposição, ampliando o debate sobre assistência social, juventude e políticas públicas no município.