09 de março de 2026
DESPEDIDA EM BAURU

Gilberto Casal, da maçonaria e amigo de Pelé, morre aos 95 anos

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Renan Casal/Arquivo JCNET
Gilberto de Marco Santos Casal, amigo de Pelé, foi apelidado na infância de Bilosca

A cidade de Bauru e a maçonaria local perderam, neste domingo (8), aos 95 anos, o bauruense Gilberto de Marco Santos Casal, membro emérito da Loja Maçônica da rua Primeiro de Agosto, onde atuou por anos, além de ser ex-diretor da Luso, memorialista e um dos amigos de infância de Pelé. Sua despedida acontece no Jardim Terra Branca, no Centro, e o sepultamento será às 16h30 desta segunda-feira (9), no Cemitério da Saudade. A causa da morte foi decorrente de câncer.

Gilberto Casal nasceu em 28 de maio de 1930, década de expansão do município, principalmente no comércio, impulsionado pela ferrovia. Ele foi um dos primeiros assinantes do Jornal da Cidade no ano de sua fundação, em 1967. Era torcedor roxo do Corinthians e também do Esporte Clube Noroeste.

O aposentado foi casado com Hilda Aparecida Ventrilho Casal, já falecida, e teve os filhos Herlan (in memoriam), Gilberto e Heliane. Ele deixa também o genro José, a nora Meire e os netos Renan, Natan, Rafael e Amanda, além das bisnetas Valentina e Manuela.

Sua história

Organizado e com uma memória invejável, Gilberto Casal compartilhou sua história na Entrevista da Semana do JC, em junho de 2018. O tesoureiro aposentado acompanhou boa parte da história de Bauru e, inclusive, montou uma espécie de museu no quarto dos fundos de sua casa, situada na rua Joaquim da Silva Martha, no Altos da Cidade.

Gilberto recordou à reportagem, em 2018, que jogava futebol com Pelé em Bauru. Ele falou sobre o assunto para dois jornais de circulação nacional, o Estadão e o Diário de São Paulo, cujos recortes estão guardados até hoje.

O aposentado também conservava uma foto em que Pelé aparece com ele e alguns amigos em um campo de futebol de Bauru. A imagem já foi utilizada por diversos veículos de comunicação, incluindo o Jornal da Cidade.

Filho de um escriturário da Noroeste do Brasil, de família rígida, Gilberto, apelidado de Bilosca pelos amigos, entre eles Alcides Franciscato, estudava em um colégio que, na época, era literalmente no meio do mato: a já extinta Escola Ativa. Por lá, ele almoçava, ia brincar e, depois do colégio, nadava no Rio Bauru, em uma época anterior à sua canalização.

Aos 13 anos, começou a trabalhar como office boy em uma loja de produtos religiosos, no Calçadão da Batista. Aposentou-se aos 47 anos, mas só parou de trabalhar depois dos 80. Gilberto também foi dirertor-secretário da Luso, na época em que o clube ainda não possuía sede de campo.