Uma reunião entre Prefeitura de Campinas, Guarda Municipal e Polícia Militar deve definir as medidas a serem tomadas pelas forças de segurança para desmobilizar o acampamento bolsonarista em frente à EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército).
A reunião acontece na manhã desta segunda-feira, 9, horas depois que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou a retirada dos acampamentos em todo o país, sob responsabilidade de governadores de estado e prefeitos dos municípios.
Fontes da prefeitura de Campinas informaram que, até o momento, ficou estabelecido que a GM (Guarda Municipal), a EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) e a Setec (Serviços Técnicos Gerais) devem apoiar a ação de retirada dos manifestantes, a pedido da Polícia Militar. O que não há ainda é a informação de como a desocupação deve acontecer.
Conforme reportagem da Sampi, na tarde deste domingo, 8, horas após ao tumultuo que destruiu a sede dos três poderes em Brasília, manifestantes de Campinas usaram cavaletes da Emdec para bloquear o trânsito na avenida PIO XII, no Jardim Chapadão, que já havia sido desobstruída pelos agentes da autarquia.
À reportagem da Sampi, a Guarda Municipal informou que deve soltar uma nota em breve, informando as medidas a serem tomadas pela corporação.
Em Campinas, os manifestantes ocupam a frente da EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército) desde o dia 30 de outubro, logo após o resultado das eleições, que deu a vitória à Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por volta das 10h, a Emdec informou que retirou os objetos que bloqueavam o trânsito nas avenidas do entorno. Em nota, a autarquia disse que realizou vistoria no local e retirou a sinalização e objetos (caixotes, palets) que obstruíam a via. "Neste momento, a Avenida Papa Pio XII está liberada para circulação", concluiu.
A reportagem está acompanhando o caso e a matéria será atualizada em breve.