Quase um em cada cinco eleitores de Campinas vai às eleições de 2026 sem biometria cadastrada na Justiça Eleitoral. Dos 870.672 eleitores aptos a votar no município, 165.483 aparecem sem o registro biométrico, o equivalente a 19,01% do eleitorado. Outros 705.189, ou 80,99%, já possuem a identificação cadastrada.
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A ausência da biometria, no entanto, não impede o eleitor de votar. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quem estiver com a situação eleitoral regular poderá comparecer normalmente à seção no primeiro turno, neste domingo (4), e apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade.
A biometria será utilizada em todas as seções eleitorais do país nas eleições deste ano. Quem possui o cadastro será identificado por meio da impressão digital antes da liberação da urna. O sistema é utilizado pela Justiça Eleitoral desde 2008 como ferramenta adicional de identificação e segurança do processo eleitoral.
Campinas está abaixo da média nacional
A proporção de campineiros sem biometria é superior à registrada no conjunto do país. Segundo dados divulgados pelo TSE em setembro, 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada. Em Campinas, essa parcela chega a 19,01%.
A diferença significa que, proporcionalmente, o município possui uma presença maior de eleitores sem identificação biométrica do que a média nacional. Ainda assim, mais de oito em cada dez eleitores campineiros já contam com o recurso.
Campinas possui 870.672 pessoas aptas a votar em 2026, o terceiro maior eleitorado do Estado de São Paulo, atrás apenas da capital e de Guarulhos.
Documento com foto resolve
Quem não possui biometria cadastrada deverá apresentar um documento oficial com foto para ser identificado pelos mesários. O título de eleitor, isoladamente, não substitui essa identificação porque não possui fotografia.
O TSE orienta o eleitor a verificar antecipadamente a situação eleitoral e o local de votação. O cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio, o que significa que neste momento não é mais possível solicitar coleta de biometria, transferência, primeiro título ou alteração dos dados cadastrais. Esses serviços serão retomados em 3 de novembro, após as eleições.
Portanto, quem chegar ao domingo sem biometria não precisa procurar um cartório para tentar regularizar o cadastro antes da votação. Estando com o título regular, poderá votar mediante a identificação prevista pela Justiça Eleitoral.
Biometria passou a ser exigida no alistamento
Para novos títulos, a regra mudou. A biometria é atualmente obrigatória no processo de alistamento eleitoral dentro do Brasil, salvo situações específicas previstas pela Justiça Eleitoral, como inscrições realizadas no exterior. O TSE também determinou que os tribunais regionais priorizassem ações para ampliar a identificação biométrica antes das eleições de 2026.
O sistema registra características individuais do eleitor, como impressões digitais, fotografia e assinatura, permitindo comparar esses dados no momento da identificação na seção eleitoral.
Mesmo com mais de 165 mil campineiros ainda sem biometria, a condição, por si só, não representa impedimento para participar das eleições. A regra fundamental para domingo é estar com a inscrição eleitoral regular e portar documento oficial com foto.