As blitze realizadas em Campinas flagraram quase 6,3 mil infrações de trânsito em 2026, em uma fiscalização que já retirou das ruas cerca de 1,2 mil veículos com irregularidades. De janeiro a setembro, foram 175 operações integradas, com mais de 10 mil veículos abordados por equipes da Emdec, Polícia Militar e Guarda Municipal.
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Quatro problemas respondem, juntos, por aproximadamente 40% das ocorrências: licenciamento irregular, escapamentos fora das normas, pneus em mau estado e recusa ao teste do bafômetro. Somadas, essas situações representam cerca de 2,5 mil registros.
Somente em setembro, foram realizadas 19 operações, com 556 infrações identificadas. O balanço inclui três edições da Operação pela Vida, nas quais quase 1,3 mil motoristas e motociclistas passaram pelo teste do bafômetro. Houve 21 autuações por recusa ao exame e duas por condução sob influência de álcool.
Quase 17 mil testes de bafômetro
O combate à combinação entre álcool e direção é uma das frentes da fiscalização. Até setembro, foram realizados quase 16,7 mil testes com bafômetros passivos, sendo 11,6 mil em motoristas de automóveis, mais de 5 mil em motociclistas e 56 em condutores de outros tipos de veículos.
Ao longo do ano, 475 autuações estiveram relacionadas ao álcool: 17 por dirigir sob influência e 458 por recusa ao teste. Mais da metade, 264 registros, envolveu veículos emplacados em Campinas.
Tanto dirigir sob influência de álcool quanto se recusar a fazer o teste são infrações gravíssimas, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quando o exame aponta teor igual ou superior a 0,34 mg de álcool por litro de ar alveolar, a conduta também pode configurar crime de trânsito.
Motociclistas lideram infrações
Os motociclistas aparecem em quase 3,4 mil das irregularidades encontradas nas blitze, aproximadamente 54% do total. Entre os motoristas de automóveis, foram cerca de 2,8 mil registros.
O dado ganha peso diante das mortes no trânsito: 21 motociclistas morreram nas vias urbanas de Campinas em 2026, o equivalente a 66% dos óbitos registrados no período considerado pelo levantamento.
Entre todas as infrações encontradas nas operações, o licenciamento irregular lidera, com 891 registros. Na sequência aparecem escapamento defeituoso, ineficiente ou sem silenciador, com 666; pneus lisos ou em mau estado, com 461; e recusa ao bafômetro, com 458.
Completam as dez ocorrências mais frequentes alterações no sistema de iluminação, com 435 registros; falta do cinto de segurança, 375; condução sem habilitação, 352; veículo sem equipamento obrigatório, 257; placa fora das normas do Contran, 228; e entrega ou permissão de uso do veículo a pessoa não habilitada, com 197 casos.
Das 175 ações realizadas até setembro, 140 foram blitze integradas, 24 Operações pela Vida, seis operações Cavalo de Aço, três Operações Direção Segura Integradas e duas operações Pronta Resposta. A Polícia Militar participou de 110 operações e a Guarda Municipal, de outras 65.