SAÚDE INFANTIL

Mortalidade infantil recua no 2º quadrimestre em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Índice caiu para 9,03 mortes a cada mil nascidos vivos no segundo quadrimestre; meta municipal é permanecer abaixo de 9,99.
Índice caiu para 9,03 mortes a cada mil nascidos vivos no segundo quadrimestre; meta municipal é permanecer abaixo de 9,99.

A taxa de mortalidade infantil de Campinas caiu para 9,03 óbitos a cada mil nascidos vivos no segundo quadrimestre de 2026. No período anterior, o indicador estava em 9,64 por mil. Com a redução, o município permanece abaixo da meta de 9,99 estabelecida pelo Plano Municipal de Saúde.

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Entre as estratégias adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde estão o acompanhamento do pré-natal, vacinação de gestantes e bebês, busca ativa de famílias e atendimento conjunto da mãe e do recém-nascido logo após o parto. A rede também monitora relatórios de alta das maternidades e investiga os óbitos infantis para identificar eventuais falhas ou oportunidades de melhoria no atendimento.

Um dos indicadores acompanhados pela Saúde mostra que 51,59% das mães e recém-nascidos foram atendidos pela Atenção Primária durante a primeira semana de vida. O percentual supera a meta municipal, fixada em 35%.

Primeiros sete dias são considerados decisivos

A avaliação da mãe e do bebê nesse período permite identificar problemas que demandem acompanhamento ou intervenção rápida. Segundo Maria Fernanda Castanheira Nunes, da coordenação da área técnica da Criança e do Adolescente, esse primeiro contato também ajuda a estabelecer a continuidade do atendimento depois da saída da maternidade.

A Secretaria de Saúde recebe e acompanha os relatórios de alta encaminhados pelas maternidades. Quando não encontra registro de atendimento posterior na unidade de referência, a equipe comunica o centro de saúde responsável para que a família seja localizada. Além da avaliação clínica, o contato é usado para orientar sobre amamentação, vacinação e ganho de peso do bebê.

Os agentes comunitários também participam dessa busca e do acompanhamento das gestantes. A estratégia procura manter o vínculo da família com a unidade durante a gravidez e facilitar tanto a consulta nos primeiros dias de vida quanto a visita domiciliar depois do nascimento.

Vacinação e pré-natal

A prevenção de doenças respiratórias integra as medidas voltadas à redução dos riscos nos primeiros meses de vida. Entre os recursos disponíveis está o nirsevimabe, anticorpo monoclonal usado na proteção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), associado a casos de bronquiolite e pneumonia. Segundo a Secretaria, o imunizante passou a ser oferecido pelo SUS neste ano.

O pré-natal é outra frente acompanhada pela rede. Além de exames e do monitoramento do desenvolvimento da gestação, as equipes orientam sobre vacinação e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis e HIV, que podem provocar complicações para o bebê.

Os óbitos infantis também são analisados por comitês que avaliam as circunstâncias da gestação, do parto e do período posterior ao nascimento. As conclusões são utilizadas para identificar pontos da assistência que podem ser aprimorados.

Rede tem 69 centros de saúde

Campinas oferece acompanhamento de gestantes nos 69 centros de saúde. Na rede municipal, os partos são realizados na Maternidade de Campinas e na PUC-Campinas. O Caism, da Unicamp, integra a rede estadual de atendimento.

O município mantém ainda a Casa da Gestante, destinada ao acolhimento de gestantes e puérperas em situação de rua, vulnerabilidade e risco à saúde, além do Hospital Mário Gattinho, unidade pediátrica administrada pela Rede Mário Gatti.

Para as famílias, a orientação da Saúde é concentrada em três medidas: realizar o pré-natal, manter a vacinação recomendada durante a gestação e levar o bebê à unidade de saúde nos primeiros sete dias após o nascimento.

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