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Campinas registra 437 recusas ao bafômetro em oito meses

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Fiscalizações da Emdec fizeram 15,4 mil testes passivos até agosto e registraram 452 autuações relacionadas ao álcool.
Fiscalizações da Emdec fizeram 15,4 mil testes passivos até agosto e registraram 452 autuações relacionadas ao álcool.

As operações de fiscalização de trânsito em Campinas realizaram 15,4 mil testes com bafômetros passivos entre janeiro e agosto de 2026. No período, foram registradas 452 autuações relacionadas ao álcool, sendo 15 por dirigir sob influência e 437 por recusa ao teste.

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Os dados fazem parte de ações integradas comandadas pela Emdec, com apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal e, em algumas operações, do Detran-SP. Ao todo, foram realizadas 156 blitze integradas, incluindo 21 Operações pela Vida e três Operações Direção Segura Integradas.

A maior parte dos testes foi aplicada a motoristas de automóveis, com 10,6 mil abordagens, enquanto quase 4,7 mil motociclistas também passaram pela triagem. Outros 55 testes envolveram condutores de diferentes tipos de veículos.

Recusa ao bafômetro é a terceira infração mais comum

Os 15,4 mil testes contabilizados correspondem ao chamado bafômetro passivo, usado na primeira triagem. Quando há indicação de álcool, o motorista é submetido ao teste ativo, que mede a concentração alcoólica com maior precisão.

É nessa segunda etapa, segundo a Emdec, que ocorrem boa parte das recusas. Em 2026, 437 motoristas se recusaram a realizar o teste, número que coloca essa conduta na terceira posição entre as infrações mais encontradas nas blitze, com 7,6% do total.

Tanto dirigir sob influência de álcool quanto recusar o bafômetro são infrações gravíssimas, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da habilitação por 12 meses. Quando o teor alcoólico é igual ou superior a 0,34 mg/L, a conduta também pode configurar crime de trânsito.

Mais de 5,7 mil infrações foram registradas

Nas 156 operações, os agentes identificaram mais de 5,7 mil irregularidades. Os motociclistas concentraram pouco mais de 3 mil autuações, quase 54% do total, enquanto motoristas de automóveis responderam por cerca de 2,5 mil registros.

O licenciamento vencido lidera o ranking, com 784 autuações, ou 13,7% do total. Em seguida aparecem escapamentos defeituosos ou sem silenciador, com 610 ocorrências, e a recusa ao bafômetro, com 437.

Também aparecem entre as irregularidades mais frequentes pneus em mau estado, alterações no sistema de iluminação, falta do cinto de segurança e condução sem habilitação.

Mais de mil veículos foram removidos

As operações abordaram quase 9 mil veículos no período, sendo 5,3 mil motocicletas, 3,5 mil automóveis e 28 de outros tipos.

Mais de mil veículos foram removidos ao Pátio Municipal, incluindo 678 motocicletas e 411 carros.

Segundo os dados da Emdec, fatores de risco como álcool ao volante, falta de habilitação, ausência de capacete e não utilização do cinto continuam associados a mortes no trânsito. Em 2026, até o período analisado, 18 motociclistas morreram em vias urbanas de Campinas, o equivalente a 69% dos óbitos registrados.

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