QUASE 2 ANOS DEPOIS

PF conclui inquérito sobre queda do avião da Voepass em Vinhedo

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/SSP
Polícia Federal apresentará nesta quinta-feira a conclusão do inquérito sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo, que matou 62 pessoas.
Polícia Federal apresentará nesta quinta-feira a conclusão do inquérito sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo, que matou 62 pessoas.

Quase dois anos após a queda do avião da Voepass em Vinhedo, que matou 62 pessoas, a Polícia Federal apresentará nesta quinta-feira (6) a conclusão do inquérito que investigou as circunstâncias do acidente.

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Os principais pontos do Relatório Final do Inquérito Policial e do laudo pericial elaborado pela Polícia Federal serão divulgados durante uma coletiva de imprensa marcada para 14h, na Superintendência Regional da PF em São Paulo.

Participarão da apresentação o superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Sanfurgo, o delegado André Ribeiro, chefe da Delegacia da PF em Campinas e responsável pelas investigações, e o diretor do Instituto Nacional de Criminalística, Carlos Eduardo Palhares.

A expectativa é que a Polícia Federal detalhe as conclusões da investigação criminal, que poderá apontar eventuais responsabilidades pela tragédia registrada em 9 de agosto de 2024, quando um ATR 72 da Voepass caiu em um condomínio de Vinhedo durante o voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP).

Relatório do Cenipa apontou 19 fatores

A apresentação ocorre duas semanas após a divulgação do relatório final do Cenipa, que identificou 19 fatores contribuintes para o acidente.

A investigação técnica concluiu que houve falhas operacionais da tripulação, problemas na cultura organizacional da Voepass e limitações nas ações de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Entre os principais apontamentos, o Cenipa destacou que os pilotos tinham acesso à previsão de formação severa de gelo, mas informações relevantes deixaram de ser registradas nos diários de bordo. A investigação também concluiu que a omissão de registros técnicos havia se tornado uma prática recorrente na empresa, caracterizando o que chamou de "normalização do desvio".

O relatório ainda apontou que a Anac identificou irregularidades na companhia entre 2022 e 2024 e aplicou sanções, mas avaliou que as medidas não foram suficientes para reduzir os riscos operacionais.

Investigação criminal

Diferentemente do relatório do Cenipa, que tem caráter exclusivamente preventivo e não atribui culpa, o inquérito da Polícia Federal busca apurar eventuais responsabilidades criminais relacionadas ao acidente.

A expectativa é que, durante a coletiva desta quinta-feira, sejam apresentados os aspectos gerais das conclusões alcançadas pela investigação, encerrando uma das principais etapas da apuração sobre a maior tragédia da aviação brasileira nas últimas décadas.

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