A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção dos três homens presos em flagrante pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã deste domingo, 14.
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Segundo a Polícia Civil, os investigados prestaram depoimento e afirmaram não saber explicar como a jovem foi lançada da Ponte do Esqueleto sem estar conectada à corda de segurança.
Os dois responsáveis pela preparação da vítima para o salto disseram não se lembrar dos momentos que antecederam a queda.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, eles não conseguiram esclarecer onde ocorreu a falha no procedimento de segurança ou quem deveria ter conferido a instalação do equipamento.
As investigações apontam que a corda que deveria garantir a segurança de Maria Eduarda permaneceu no chão da plataforma, sem ter sido presa à vítima.
Ainda durante os depoimentos, os três homens relataram que atuam há anos em atividades de rope jump e que jamais haviam enfrentado uma ocorrência parecida. Eles demonstraram estar abalados com a situação.
A Polícia Civil informou ainda que o salto de Maria Eduarda não foi o primeiro realizado naquele dia. Outras pessoas participaram da atividade anteriormente sem qualquer incidente.
O terceiro homem preso declarou que não tinha a função de instalar a corda de segurança e que havia sido chamado apenas para prestar auxílio durante o evento.
Apesar da versão apresentada, a polícia entende que ele também poderia ter percebido a ausência do equipamento, já que a corda era de grande porte e estava visivelmente posicionada sobre a plataforma de salto.
Os três homens que aparecem em imagens empurrando a jovem da estrutura foram autuados por homicídio com dolo eventual. Nesse tipo de enquadramento, considera-se que os envolvidos assumiram o risco de provocar o resultado fatal, mesmo sem intenção direta de matar.
Para a Polícia Civil, a falta de conferência dos equipamentos de segurança foi um fator determinante para o acidente.
Por fim, o advogado Rafael Gomes dos Santos, responsável pela defesa dos investigados, classificou o caso como uma “triste fatalidade”. Segundo ele, o rope jump não possui regulamentação específica, mas também não é uma atividade proibida.
O defensor afirmou ainda que eventos semelhantes já haviam sido realizados anteriormente na Ponte do Esqueleto e informou que cerca de 100 pessoas participaram da atividade no sábado.
O inquérito segue em andamento. A Polícia Civil pretende ouvir novas testemunhas e aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do acidente.