JUSTIÇA

Ex-secretário e vereador de Sumaré é condenado por corrupção

Por Thiago Rovêdo | Especial para Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/Câmara de Sumaré
Wellington da Farmácia (MDB) teve o mandato cassado e foi condenado por exigir propina para liberar alvarás quando era gestor municipal. Defesa vai recorrer.
Wellington da Farmácia (MDB) teve o mandato cassado e foi condenado por exigir propina para liberar alvarás quando era gestor municipal. Defesa vai recorrer.

2ª Vara Criminal de Sumaré condenou, na terça-feira (3), o vereador Wellington da Farmácia (MDB) a oito anos de prisão em regime inicial fechado pelo crime de corrupção passiva. A sentença também determinou a perda do seu mandato eletivo. O parlamentar é pai do atual vice-prefeito da cidade, André da Farmácia (MDB).

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A condenação se refere ao período em que Wellington ocupava a Secretaria Municipal de Planejamento. De acordo com as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, o agora vereador atuou para retardar a aprovação de alvarás de empreendimentos de dois empresários e, em seguida, exigiu pagamento para liberá-los.

Os esquemas de propina

As provas colhidas pelo MP-SP detalham duas modalidades de exigência de vantagem indevida. Em um dos casos, Wellington teria solicitado 2% do valor total de venda dos apartamentos de um empreendimento ou, alternativamente, uma unidade residencial. No outro, o ex-secretário pediu R$ 5 mil mensais, supostamente mascarados como pagamento de um contrato de locação de galpões.

Parte das negociações foi registrada em áudios e fotografias, inclusive com a suposta participação de um representante do então secretário.

Operação e apreensão

As investigações culminaram na Operação Tributo Oculto, deflagrada em 10 de junho de 2022. Com apoio do 1º Baep, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na prefeitura e na residência do réu.

No local, a polícia apreendeu celulares, notebooks, documentos e R$ 157,6 mil em dinheiro. Segundo o MP, o ex-secretário tentou esconder parte do valor na mochila de um de seus filhos durante a ação policial.

A defesa de Wellington da Farmácia, representada pelo advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho, afirmou que recorrerá da decisão ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

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