INSEGURANÇA

Assassinato no Largo do Rosário expõe rotina de medo no Centro

Por Andréia Marques | Especial para a Sampi
| Tempo de leitura: 3 min
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Moradores reclamam da falta de segurança na área central
Moradores reclamam da falta de segurança na área central

A região central é considerada o coração comercial de Campinas. mas o diagnóstico de quem frequenta o centro não é nada positivo. É que a violência assusta quem precisa ir até o local. Nesta quinta (13), por exemplo, um homem foi morto a facadas no Largo do Rosário.

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Segundo a ACIC (Associação Comercial de Campinas), circulam cerca de 300 mil pessoas por dia na região central, mas a violência tem incomodado bastante. “Eu ando por aqui com medo. Escondo celular e fico agarrada com minha bolsa", contou Maria do Carmo Santos, diarista.

Quem trabalha também reclama. A atendente Juliana Candido diz que onde ela trabalha já foi invadida por criminosos. “Uma vez levaram o dinheiro do caixa e algumas roupas. Eram dois homens bem vestidos, a gente achou que era cliente, mas não. Estavam com faca”.

Os comerciantes até tentam se proteger da violência. Câmeras e seguranças na porta fazem parte do dia a dia do comércio campineiro. “A gente não gostaria disso, parece que até estraga a entrada da loja, mas é uma forma da gente afastar os bandidos”, revelou o gerente Claudinei Firmino Lopes.

A quantidade de pessoas em situação de rua também chama atenção. De acordo com a prefeitura, são 1,3 mil moradores de rua. "Parece que aumentou muito. O problema é que eles abordam a gente, já fui ameaçada. Na verdade, evito o máximo vir aqui. Era tão bonito antes, gostava de vir aqui de sábado com minha família”, desabafou a dona de casa Denise Santana Cruz. A moradora também diz que já foi assaltada. “Puxaram meu celular que estava na minha mão. Era de dia, um rapaz chegou e puxou. Saiu correndo, nem deu para ver para onde ele foi.”

Existe policiamento na região. Até uma base da Polícia Militar está instalada em frente à igreja Matriz. Guardas Municipais também fazem ronda pelo local. Mas a sensação de insegurança é constante. “Deveria ter mais guardas por aqui. Quando a gente precisa, não tem nínguem”, completou Denise.

A Guarda Municipal disse em nota que mantém patrulhamento em toda a região central com viaturas motorizadas e guardas municipais na modalidade de patrulhamento a pé durante o dia e à noite.

“A corporação realiza ainda regularmente operações para reprimir atividades ilícitas, como tráfico de drogas e receptação de materiais furtados. O Centro conta também com câmeras de monitoramento. As imagens já estão auxiliando a Polícia Civil nas investigações, junto com o setor de Inteligência da GM. “

Segundo a corporação, de janeiro a maio deste ano, a guarda atendeu 6.791 ocorrências no centro e efetuou 150 prisões. Além disso, foram realizadas 1.183 operações, sendo 967 de patrulhamento preventivo.

Morte no centro

Nesta quinta (13), um morador de rua foi espancado e esfaqueado no centro. A vítima foi encontrada morta no Largo do Rosário, local bastante frequentado por quem vai ao centro.

Segundo a Polícia Civil, a briga entre a vítima e o agressor começou próximo de uma banca de revistas no Largo do Rosário. Em determinado momento, a vítima levou o primeiro golpe de faca e começou a correr na direção da Avenida Francisco Glicério.

O agressor ainda bateu com a barra de ferro na cabeça da vítima e desferiu outro golpe de faca, deixando o objeto cravado nas costas. Na sequência, o autor do crime fugiu e não foi encontrado até a publicação desta reportagem.

O caso será investigado pela DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa).

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