METRÓPOLE

Campinas tem 1,3 mil pessoas em situação de rua

Por Andréia Marques | Especial para a Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Homens são maioria entre as pessoas em situação de rua
Homens são maioria entre as pessoas em situação de rua

Campinas tem hoje cerca de 1.300 pessoas em situação de rua. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (28) pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social de Campinas. Ainda segundo a pesquisa, a metrópole também tem 257 em situação de acolhimento.

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A pesquisa revelou, entre outros dados, que 81,1% (1.261) são homens, 18% (280) são mulheres e 0,8% (16) não se identificam com nenhum gênero. A maioria, 37,3%, está na faixa de 25 a 36 anos, seguidos pelos de 37 a 48 anos (35,6%), 18% estão entre 49 e 60 anos, 5% entre 18 e 24 anos e 3,6% têm mais de 60 anos. O censo revelou também que 38,8% se declararam pardos, 29,4% brancos, 29% pretos e 1,9% não se identificaram com nenhuma etnia, 0,4% amarela e 0,2% indígenas.

O número é 44% menor que o divulgado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que atribuiu à cidade, em julho do ano passado, a existência de 2.324 pessoas em situação de rua. A contagem anterior da Prefeitura, realizada em 2021, identificou 932 indivíduos, um aumento de 39%.

“O fenômeno do aumento do número de pessoas em situação de rua infelizmente é um drama nacional e tem se mostrado uma realidade preocupante. A condição de viver nas ruas é resultado de um emaranhado de fatores econômicos, sociais e de saúde, que se interconectam e reforçam mutuamente. Entretanto, a crise econômica e a pandemia foram fatores extras que contribuíram de modo expressivo para o agravamento das condições”, afirmou Vandecleya Moro, secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social.

Atualmente, a prefeitura mantém três pilares para enfrentar a questão da população em situação de rua: evitar que a pessoa entre em situação de rua, acolher as pessoas que estão em situação de rua e auxiliar a pessoa a superar a situação de rua, retornando ao convívio social.

Remessa

No dia 6 de maio deste ano, Campinas deu início à Operação Retorno, que consiste em responsabilizar prefeituras que remetam, de modo injustificado, pessoas em situação de rua para cá. Outra meta da Operação Retorno é intensificar os esforços para restabelecer os laços entre pessoas em situação de rua e seus familiares.

No dia do lançamento da Operação Retorno, a Prefeitura apontou situações de envio indevido de pessoas em situação de rua envolvendo as prefeituras de Bauru, Bragança Paulista, Hortolândia, Jaguariúna, Limeira, Poços de Caldas, Serra Negra e Valinhos. Além das oito já citadas, a GM encontrou novas situações envolvendo as prefeituras de Itapetininga, Araraquara, Presidente Prudente, Assis, Avaré e Ourinhos. Com isso, chegam a 14 o número de cidades envolvidas nesse tipo de atividade. Todos os relatos já foram remetidos ao Ministério Público para avaliação caso a caso.

Em relação ao recâmbio humanizado de pessoas em situação de rua, a Prefeitura encaminhou este ano 173 pessoas de volta às suas casas. Em 2023, foram 291.

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