MUDANÇA

Em grave crise, Maternidade de Campinas tem nova gestão

Por Leonardo Vieira | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/Maternidade
Hospital fundado há 110 anos e destina 60% de seus atendimentos a pacientes SUS
Hospital fundado há 110 anos e destina 60% de seus atendimentos a pacientes SUS

A Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI), anunciou na noite desta segunda-feira, 27, que assumiu os passivos, ativos e a gestão do Hospital Maternidade de Campinas. Em coletiva, a nova administração disse que a unidade tem R$ 142 milhões em dívidasPassando por grave crise financeira, o hospital tem um déficit mensal de R$ 1 milhão ao mês e passa a ter nova gestão. A SCEI também é mantenedora do Hospital PUC-Campinas e da PUC-Campinas e estudava a possibilidade de assumir a Maternidade desde janeiro.

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A Maternidade de Campinas foi fundada há 110 anos e que destina 60% de seus atendimentos a pacientes provenientes do SUS, mas corria o risco de fechar. Para se ter ideia da importância da instituição, são feitos 750 partos por mês, metade de toda a Região Metropolitana de Campinas. O hospital conta com 232 leitos, 977 funcionários e 552 médicos.

De acordo com a direção, a instituição sofre pelo alto custo hospitalar e remuneração não compatível pela prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova diretoria do hospital é formada pelo presidente, Dom João Inácio Müller, Arcebispo Metropolitano de Campinas e grão-chanceler da PUC-Campinas, pelo vice-presidente, Monsenhor José Eduardo Meschiatti, pela secretária geral, a advogada Edna Nyara Couto Cappa, e pelo ex-presidente do Hospital Maternidade de Campinas, o médico Marcos Miele.

A Maternidade de Campinas é a primeira instituição filantrópica do setor da saúde do estado de São Paulo a ingressar com pedido de recuperação judicial devido aos graves problemas financeiros.

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