BALANÇO

Número de apartamentos na RMC cresce mais de 100% em 10 anos

Por Thiago Rovêdo | Especial para Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Thiago Rovêdo/Sampi Campinas
Região de Campinas dobrou a verticalização
Região de Campinas dobrou a verticalização

O número de apartamentos nas 20 cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) cresceu 113,3% entre 2010 e 2022. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de apartamentos mais que dobrou no período entre 2010 e 2022, passando de 115.491 para 246.359 unidades.

Segundo o IBGE,  o maior número de moradores em domicílios do tipo apartamento  está concentrado na região Sudeste, com 16,7% da população total do país. Uma mudança de comportamento no estilo de morar que também provocou uma transformação visual nas cidades. Em Campinas, a lei de zoneamento municipal vem sofrendo alterações nos últimos anos e bairros tradicionalmente compostos por residências, a exemplo do Nova Campinas, passam por mudanças no uso e na ocupação do território.

Campinas foi apontada com a maior tendência à verticalização no interior paulista, conforme a pesquisa Perspectivas da Incorporação Imobiliária no Interior de São Paulo, realizada pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias). Em 12 anos, a cidade viu as moradias verticais aumentarem de 85 mil para mais de 132 mil. Durante a pandemia, a cidade registrou um aumento de 24,4% na busca por empreendimentos do tipo apartamento - número superior a outras cidades da região.

“Vários são os fatores que podem explicar o crescimento da escolha por este tipo de moradia. O investimento é bastante atrativo em termos econômicos. Tem ainda a questão da pouca demanda, já que ao proprietário propriamente cabe mais a fase de pós- obra, com a escolha do acabamento, decoração e outros detalhes. As áreas comuns e a segurança que os condomínios oferecem acredito ser itens com bastante peso também”, analisa o sócio da Goma Engenharia, Henrique Fedocci.

Em Sumaré, por exemplo, a pesquisa do IBGE aponta que o total de adeptos a prédios e torres multiplicou-se por quatro em 12 anos, saltando mais de 300% no período entre 2010 e 2022. O estudo mostra que o número de casas em Sumaré cresceu cerca de 17%, chegando a 78.654 unidades em 2022. Já o número de apartamentos disparou, apresentando um aumento de 351%, com 15.268 unidades.

Modernização
O fenômeno da verticalização redefine a paisagem urbana e moderniza bairros antigos e convencionais. O “Hooverdam Residence”, construído pela Goma Engenharia em Sumaré é um bom exemplo. Localizado em bairro comercial da cidade, o edifício de 14 andares (sendo quatro apartamentos por andar)  tem previsão de entrega para 2026 e já está com 100% das unidades vendidas. A estética com curvas de concreto aparente chamam a atenção no projeto, bem diferente de tudo o que se vê na cidade.

“O Hooverdam já nasceu imponente,  com a proposta de quebrar padrões com todo o seu conceito modernista. Aqui o morador vai ter academia, espaço gourmet, sala multiuso, brinquedoteca, piscina externa, salão de jogos, e a possibilidade de personalizar o layout do apartamento. O alto padrão vem ganhando o interior, em especial no Estado de São Paulo, onde muitas pessoas estão enxergando oportunidades de morar melhor”, define a engenheira civil e sócia-proprietária da Goma Engenharia, Juliana Salvetti.

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