Botucatu ficou dois anos sem receber recursos estaduais destinados ao turismo e só neste ano obteve um repasse de R$ 2,5 milhões. A informação foi dada por Roberta Sogayar, responsável pela pasta de Turismo no município, em entrevista à Criativa FM. Segundo ela, a verba é "carimbada": só pode ser investida na área do turismo, e não em outros setores da cidade.
De acordo com a entrevistada, a demora tem origem política. Desde que o governador Tarcísio de Freitas assumiu, o Estado percebeu que muitas obras financiadas pelo Dadetur, departamento estadual responsável por obras de turismo, não tinham passado por prestação de contas rigorosa nos municípios. Com isso, o governo passou a cobrar da Secretaria de Turismo e de outras pastas que as obras fossem concluídas e as contas, fechadas. O primeiro repasse só foi liberado depois que o governador entendeu o funcionamento do departamento.
O valor, conforme explicou, resulta de um acordo com os municípios e varia de acordo com cálculos que levam em conta, entre outros fatores, o IPTU e o ICMS de cada cidade. Para Botucatu, a estimativa era de uma média de R$ 7 milhões por ano. Neste ano, o município recebeu R$ 2,5 milhões.
Agora, a Secretaria de Estado do Turismo refaz a lei do Dadetur e revisa os critérios de ranqueamento dos municípios. A equipe de Botucatu estava a caminho da pasta, em São Paulo, para tratar do assunto no momento da entrevista. Roberta disse entender que o desejo do governador é vincular o repasse a mais de uma necessidade das cidades.
Há dois cenários possíveis, segundo a responsável pelo Turismo: a repetição do modelo deste ano, com repasses entre R$ 2,5 milhões e R$ 3,5 milhões para os municípios, ou uma mudança mais drástica. Como a Secretaria propõe a lei e o sistema de ranqueamento e a Assembleia Legislativa vota, a prefeitura aguarda a definição.