26 de outubro de 2026
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Seis casos de violência doméstica terminam em prisão na região

Por Redação | Polícia Civil
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Sede da DDM de Botucatu

Seis ocorrências de violência doméstica registradas entre sexta-feira (23) e domingo (25) terminaram em prisão em flagrante em Botucatu e em cidades da região. Os casos foram atendidos pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar e levados à delegacia de Botucatu. As informações constam dos boletins de ocorrência da Polícia Civil. 

Areiópolis: feridos a faca e a marretadas
No domingo (25), a PM foi chamada para apoiar o Samu em uma ocorrência de facada em Areiópolis. Segundo o boletim, uma mulher e o genro ficaram feridos: a mulher teve o pulso atingido por um golpe de faca, e o homem levou duas marretadas, uma na cabeça e outra nas costas. Os dois foram atendidos no pronto-socorro municipal. Os feridos disseram à polícia que o marido da mãe de uma das vítimas deu os golpes e que ela o teria incentivado. A PM o encontrou escondido em uma casa vizinha, com o facão na mão. Segundo o boletim, ele admitiu os golpes e disse que agiu para defender a mulher durante uma discussão. A mãe, também levada à delegacia, disse que ela mesma teria dado a facada. O Conselho Tutelar acompanhou os filhos menores dela. Um facão e um martelo foram apreendidos.

Park Residencial Convívio, em Botucatu: companheiro e cunhada presos
Na madrugada de domingo (25), uma mulher foi agredida durante uma comemoração familiar em uma chácara no Park Residencial Convívio. Segundo o relato dela, a cunhada a atingiu na cabeça, no ombro e nos braços, inclusive com um taco de sinuca, e o companheiro a agrediu a tapas e golpes de chinelo, apertou o pescoço dela e a ameaçou de morte. A cunhada admitiu ter usado o taco, mas disse que agiu para defender a mãe. O companheiro negou as agressões. A vítima, que só conseguiu pedir ajuda por volta das 10h, foi levada ao pronto-socorro. O casal tem uma filha de 1 ano, que ficou com a avó paterna. A delegacia ratificou as prisões e não arbitrou fiança. A mulher pediu medidas protetivas.

Conchas: filho preso após agredir a mãe
Em Conchas, na madrugada de sábado (24) para domingo (25), um homem foi preso suspeito de empurrar e xingar a mãe. A PM atendeu a ocorrência, e o pai do suspeito disse ter gravado a discussão. O homem admitiu o empurrão. A mãe pediu medidas protetivas. Segundo o boletim, ele já teria sido preso em 2024 por agredir a mesma vítima. A fiança foi fixada em um salário mínimo (R$ 1.621).

Parque Santa Inês, em Botucatu: agressão a grávida
Na manhã de sábado (24), a PM foi acionada por uma criança que disse haver um homem agredindo uma mulher grávida em um apartamento no Parque Santa Inês. Segundo o boletim, a mulher, grávida de cinco meses, relatou ter levado um soco na cabeça e sido ofendida. O homem, companheiro dela, disse que os dois haviam brigado, sem relatar agressão. A vítima desistiu de representar pela injúria e de pedir medidas protetivas. Ele foi autuado por vias de fato, com fiança de R$ 1.500, que não foi paga, e seguiu para a Central de Custódia.

Residencial Cedro, em Botucatu: empurrão e suspeita de agressão a criança
No sábado (24), à noite, populares seguraram um homem embriagado após uma briga com a companheira no Residencial Cedro. Segundo o boletim, ela o confrontou depois de saber que ele teria agredido o filho dela, de 3 anos, com uma chinela durante o dia, e ele a empurrou. O homem admitiu o empurrão e negou ter batido na criança. Ele foi preso por vias de fato, com fiança de R$ 1.621. A suspeita de agressão ao menino será apurada, e a criança foi encaminhada ao exame de corpo de delito.

Jardim Itamarati, em Botucatu: ameaças ao fim do relacionamento
Na sexta-feira (23), de madrugada, a Guarda Municipal prendeu um homem suspeito de ameaçar de morte a ex-namorada no Jardim Itamarati, após ele não aceitar o fim do relacionamento. Ela relatou que ele a ofendia desde o início da relação. Ele negou. Foi fixada fiança de R$ 1.500, que não foi paga, e ele ficou à disposição da Justiça na Central de Custódia. A mulher pediu medidas protetivas.

Onde buscar ajuda
Em caso de violência contra a mulher, a Central de Atendimento à Mulher funciona pelo telefone 180, e a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.