19 de outubro de 2026
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Oito prisões por violência doméstica em Botucatu e região

Por Redação | Polícia Civil
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Oito prisões por violência doméstica em Botucatu e região

Oito homens foram presos em flagrante por violência doméstica entre a madrugada de sábado (17) e a noite de domingo (18), em Botucatu, Itatinga e São Manuel. Seis ocorrências foram registradas em Botucatu, e uma em cada um dos outros dois municípios. Os dados constam dos boletins de ocorrência da Polícia Civil, e as prisões foram feitas pela Guarda Civil Municipal ou pela Polícia Militar. Em todos os casos, os acusados negaram ou minimizaram os fatos, ou não deram versão detalhada, e a Justiça ainda vai analisar cada um.

Veja um resumo dos casos:

Cachoeirinha I, em Botucatu (sábado, 17, por volta de 1h): uma mulher pediu ajuda à Guarda Civil e disse ter sido agredida pelo companheiro. Ela tinha lesões visíveis e foi levada ao Pronto-Socorro. O homem foi localizado em casa e preso por lesão corporal contra a mulher. A vítima disse que quer representar contra ele, mas não quis as medidas protetivas.

Jardim Palos Verdes, em Botucatu (sábado, 17, por volta de 1h30): a PM foi chamada por suspeita de descumprimento de medida protetiva. O homem foi encontrado dormindo em um quarto nos fundos da casa da mulher, que tinha medida protetiva contra ele. Ela afirmou que não houve agressão nem ameaça naquele dia. A filha dela chamou a PM. Ele foi preso por descumprir a medida e levado à Central de Custódia.

Residencial Cedro, em Botucatu (sábado, 17, por volta de 7h30): a Guarda Civil foi chamada após gritos e discussão em uma casa. Segundo a mulher, o marido chegou de madrugada alterado, arrombou o portão, quebrou o painel da televisão e arremessou uma chave de fenda na direção dela, sem atingi-la. Ela também relatou ameaças. O homem admitiu que bebeu a noite toda, disse ter usado cocaína e confirmou que a xingou. Foi preso por vias de fato, ameaça e injúria.

Vila Santa Luzia, em Botucatu (sábado, 17, por volta de 21h): uma mulher contou que o companheiro a agrediu com chutes e socos e a derrubou, além de ofendê-la e ameaçá-la. Ela quebrou uma garrafa para se defender. O homem negou as agressões e disse que apenas a empurrou. O laudo médico registrou hematomas nas pernas. A prisão foi mantida por lesão corporal contra a mulher, ameaça e injúria.

São Manuel (sábado, 17, por volta de 20h30): no estacionamento de um supermercado, um homem agrediu a ex-companheira. Segundo a vítima, ele moveu o carro enquanto ela descia, causando queda e ferimento no joelho, mordeu o punho dela e depois deu um tapa em seu rosto. Um vigilante viu o tapa. O homem admitiu o tapa e foi preso por lesão corporal. O delegado não manteve a prisão por descumprimento de medida protetiva, porque a mulher disse que retomou o contato de forma voluntária, mas comunicou a Justiça.

Cachoeirinha II, em Botucatu (domingo, 18, por volta de 0h15): uma mulher se aproximou de uma viatura da Guarda Civil pedindo ajuda. Disse que o companheiro a empurrou e deu um soco em seu rosto durante uma discussão em que a ofendeu, na presença da filha adolescente, de 14 anos. Ela relatou ameaças anteriores. O laudo registrou hematomas. Ele ficou em silêncio e foi preso por lesão corporal e injúria. A vítima pediu medidas protetivas.

Itatinga (domingo, 18, por volta de 9h20): a PM foi chamada por suspeita de descumprimento de medida protetiva. O ex-marido estava na calçada da casa da mulher, onde, segundo ela, bateu no portão por quase uma hora. Ela afirmou que não foi ameaçada nem agredida. Ele admitiu conhecer a medida e disse que foi tratar de assunto financeiro com a filha. Foi preso, e a delegacia pediu a prisão preventiva.

Vila Casa Branca, em Botucatu (domingo, 18, por volta de 18h50): em uma discussão entre ex-marido e ex-esposa, na rua, sobre as despesas das filhas, as versões são divergentes. A mulher disse que o homem a ofendeu e segurou seu braço, deixando hematoma. Ele disse que ela invadiu seu quarto e o agrediu, e que apenas se defendeu. Ela admitiu ter apertado a genitália dele. O homem foi preso por lesão corporal e injúria. A mulher pediu medidas protetivas.

Nos casos de lesão corporal contra a mulher, a delegacia não arbitrou fiança, e cabe à Justiça decidir sobre eventual liberdade. Os presos foram levados à Central de Custódia.

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo Ligue 180 e, em caso de emergência, pelo 190.