15 de outubro de 2026
ASSASSINO ESTÁ PRESO

Investigação confirma: João Lima matou Pâmela, motorista de app

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução de redes sociais
Diante das evidências, João Vitor Lima admitiu o homicídio de Pâmela Letícia

Os investigadores da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Bauru, coordenados pelo delegado titular Cledson Nascimento, constataram provas substanciais que apontam que o indiciado que havia sido preso pelo homicídio da motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de fato, assassinou a jovem de 29 anos na última quinta-feira (8). A equipe policial preservou a identidade do acusado, devido à legislação. O nome do autor, conforme o JC/JCNET apurou, é João Vitor Andrade Lima, de 23 anos, conhecido no bairro onde mora, no Redentor, e nas redes sociais como “Gordão RD”. Ele também declarou que a escolha da vítima, no caso de Pâmela, foi “aleatória” (leia mais abaixo).

Conforme o JC/JCNET vem noticiando, em seu primeiro depoimento, ele alegou que não havia matado a vítima, mas apenas usado sua conta do aplicativo para pedir uma “corrida” para outro indivíduo e que esse desconhecido havia praticado o homicídio. A Polícia Civil, no entanto, obteve evidências de que ele mentiu e de que não havia nenhum outro envolvido. Diante disso, ele recuou da alegação inicial e admitiu o crime, permanecendo preso.

De acordo com o delegado Cledson Nascimento, os investigadores passaram a desenvolver diligências de campo, principalmente no local de embarque de João no Fiat Mobi de Pâmela. Nessas verificações, na manhã de terça-feira (13), a equipe percorreu a região da avenida Rafael Pereira Martini, no Redentor, e, com a obtenção de imagens, foi possível verificar que, diferentemente do alegado, é o próprio João Vitor Lima quem chega ao ponto descrito pela plataforma e ali embarca no banco de trás do carro de Pâmela.

“Da mesma forma, o trajeto da viagem apontava como destino final justamente as coordenadas onde, infelizmente, o corpo da vítima foi localizado. Diante desse cenário, o investigado foi novamente conduzido à delegacia e, diante da apresentação dessas evidências em interrogatório complementar, acabou admitindo ter sido ele o autor do crime, agindo sozinho e justificando a ação após a reação da vítima ao anúncio de assalto”, detalhou o delegado.

Ainda segundo Cledson Nascimento, o indiciado disse que pretendia subtrair o veículo para que fosse repassado a traficantes, “encomendado” para servir como “moeda de troca” para a aquisição e o transporte de drogas no Paraguai, em troca de R$ 2 mil.

“ESCOLHA ALEATÓRIA”

O delegado Cledson também acrescentou que o réu confessou que a escolha da vítima se deu de forma aleatória após a solicitação no aplicativo, versão que necessita de confirmação com dados já solicitados pela Polícia Civil, que aguarda essas informações da plataforma, as quais serão encaminhadas após a autorização judicial, já deferida pelo juiz da comarca de Piratininga.

“Localizamos também, próximo do local do crime, jogada no mato atrás de uma placa, uma faca que pode ter sido utilizada no crime. Houve acionamento da perícia pela Delegacia de Piratininga para apreensão e extração de material genético para confronto com amostras da vítima e do investigado, já colhidas no dia da prisão”, finaliza Cledson Nascimento.