Os atletas botucatuenses Helena Celestino e Claudenir Celestino foram destaques do XXV Sobrasa Rescue 2026, realizado entre os dias 7 e 10 de outubro, em Vitória, no Espírito Santo. Pai e filha conquistaram, juntos, dez medalhas: quatro de ouro, três de prata e três de bronze.
No caso da família Celestino, o conhecido ditado “filha de peixe, peixinho é” ganhou um significado ainda mais especial. Ao lado do pai, referência no salvamento aquático, Helena constrói sua própria trajetória e já coleciona resultados importantes no esporte.
O campeonato e o simpósio foram promovidos pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo. Segundo a página oficial do evento, a edição reuniu aproximadamente 600 guarda-vidas e atletas brasileiros e estrangeiros.
Considerado um dos principais encontros de salvamento aquático esportivo do país, o Sobrasa Rescue reúne provas inspiradas em situações reais de resgate. Os participantes enfrentam disputas em piscina e águas abertas que exigem velocidade, resistência, domínio técnico e capacidade de resposta em emergências.
Além da competição, o encontro busca ampliar a integração entre os serviços de salvamento, difundir técnicas de prevenção e reduzir os casos de afogamento no Brasil e na América do Sul.
Helena conquista prata, bronze e premiação especial

Helena Celestino conquistou o segundo lugar nos 100 metros de resgate do manequim e ficou na terceira colocação no Surf Race, prova de travessia sprint em águas abertas.
A jovem também recebeu uma premiação por ser a atleta feminina mais jovem a participar da modalidade nesta edição do campeonato.
Helena representa a Secretaria Municipal de Esportes de Botucatu e a Associação Atlética Botucatuense (AAB), onde realiza seus treinamentos. Ela também integra a equipe de natação treinada pelo professor Miguel Antunes.
A trajetória da atleta no lifesaving começou a ganhar projeção nacional em 2025, quando participou do Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático realizado em Fortaleza, no Ceará. Na ocasião, aos 15 anos, foi apontada como a participante feminina mais jovem da competição.
Claudenir conquista oito medalhas e o Iron GV

Claudenir Celestino teve uma campanha marcada por oito medalhas, incluindo quatro primeiros lugares. O atleta conquistou os seguintes resultados:
- Terceiro lugar nos 50 metros de resgate do manequim;
- Terceiro lugar nos 100 metros de resgate do manequim;
- Segundo lugar no revezamento 4x25 metros carregando o manequim;
- Primeiro lugar no revezamento Medley;
- Primeiro lugar no Aquathlon, prova que reúne corrida, natação e nova etapa de corrida;
- Primeiro lugar no Surf Race, a travessia sprint;
- Segundo lugar no salvamento com pranchão;
- Primeiro lugar no revezamento 4x50 metros.
Com o desempenho nas diferentes provas, Claudenir também recebeu o prêmio Iron GV da categoria de 50 a 54 anos, destinado ao atleta que somou a maior pontuação no campeonato dentro da faixa etária.
Especialista em salvamento aquático e referência na prevenção de afogamentos, Claudenir já possui experiência em competições nacionais e internacionais. Pai e filha representaram a Secretaria Municipal de Esportes de Botucatu e a Associação Atlética Botucatuense.
Equipe paulista
Também integraram a representação do Estado de São Paulo os atletas Ricardo Pelliccioni, Edmundo Macha, Herich Caires e Gustavo Girotto.
Os resultados do Sobrasa Rescue integram o processo de avaliação e seleção dos atletas brasileiros para competições internacionais. O próximo Campeonato Mundial de Lifesaving será disputado em Port Elizabeth, também chamada de Gqeberha, na África do Sul.
O calendário oficial da International Life Saving Federation indica que o Mundial será realizado entre 25 de novembro e 13 de dezembro de 2026, com provas em piscina, praia e oceano.
Esporte que também ajuda a salvar vidas
Diferentemente de muitas modalidades esportivas, o lifesaving transforma técnicas utilizadas por guarda-vidas em provas contra o relógio. Resgate de manequim, salvamento com pranchão, corrida na praia, travessia em águas abertas e revezamentos fazem parte da competição.
A modalidade também busca espaço no programa dos Jogos Olímpicos de Brisbane, em 2032. A International Life Saving Federation e entidades australianas desenvolvem uma campanha para que o esporte seja incluído, mas a participação olímpica ainda não foi confirmada.
O desempenho de Helena e Claudenir coloca Botucatu em evidência no cenário nacional do salvamento aquático e reforça uma atividade que combina esporte, preparo físico e uma missão essencial: prevenir afogamentos e salvar vidas.